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Índia apresenta medidas para melhorar a segurança dos telemóveis. Propostas estão a preocupar empresas

Índia apresenta medidas para melhorar a segurança dos telemóveis. Propostas estão a preocupar empresas

O governo indiano quem aplicar novas regras às fabricantes de smartphones, numa tentativa de melhorar a segurança. As empresas de tecnologia já argumentarem que o pacote de 83 medidas apresentado não tem precedentes globais e corre o risco de revelar detalhes, segundo a “Reuters”.
Este plano faz parte dos esforços do primeiro-ministro Narendra Modi de aumentar a segurança dos dados dos utilizadores numa altura em que as fraudes online e as violações de segurança têm aumentado.
De acordo com a “Reuters”, o governo indiano propõe que as empresas compartilhem o código-fonte com o governo, para que este seja revisto por laboratórios designados pelo governo para identificar vulnerabilidades nos sistemas operacionais que possam ser explorados por atacantes.
As empresas já referiram que esta medida não é possível, uma vez que se trata de sigilo corporativo.
Outro das propostas passa pelas empresas restringirem permissões em segundo plano, ou seja, as aplicações não podem aceder à camara, microfone ou serviços de localização em segundo plano quando os telemóveis estão inativos. As empresas salientam que este tipo de medida não tem qualquer tipo de precedente global, não sabendo se existe um método de teste específico prescrito.
O governo quer que as empresas deem um alerta de revisão das permissões, ou seja, os dispositivos devem exibir periodicamente avisos a solicitar aos utilizadores que verifiquem todas as permissões das aplicações.
Outra medida é a retenção de registos durante um ano, que dita que os dispositivos devem armazenar os registos de auditoria de segurança, incluindo instalação de aplicações e tentativas de login, durante 12 meses. Contudo, as empresas argumentam que a grande maioria dos telemóveis não tem capacidade de armazenamento para tal.
Verificação periódica de malware é outra das medidas apresentadas, na qual os telemóveis devem realizar verificações e identificar aplicações potencialmente prejudiciais. Sobre esta medida, os fabricantes referem que esta verificação consome muita bateria e reduz o desempenho do hardware.
Outra medida é a opção de remoção de aplicações pré-instaladas, exceto no caso de aplicações essenciais para as funções básicas do aparelho. Aqui as empresas argumentam que há muitas aplicações que são componentes críticos do sistema e que não podem ser removidos.
Também é proposto que as empresas comuniquem ao governo atualizações importantes ou correções de segurança. Na opinião das empresas, isto é “impraticável”, uma vez que as correções de segurança precisam de ser lançadas rapidamente.
Os dispositivos devem também detetar se os telemóveis foram rastreados ou “jailbroken”, contudo as empresas afirmam que não há mecanismo para realizar esta deteção.
Os telemóveis devem também bloquear permanentemente a instalação de versões antigas do software, mesmo que sejam assinadas pelo fabricante.
O secretário de IT do governo já avançou que as preocupações “legitimas do setor serão abordadas com a mente aberta”.

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