CaixaBank multado em 30 milhões por falhas de combate ao branqueamento de capitais relacionadas com a venda de um imóvel em 2016
O CaixaBank de Espanha recebeu uma das maiores multas por branqueamento de capitais do país, por falhas de conformidade relacionadas com uma transação imobiliária ocorrida há uma década. O CaixaBank foi multado em mais de 30 milhões de euros – um dos valores mais elevados alguma vez aplicados pelo organismo de supervisão Sepblac.
O Sepblac é o organismo espanhol de prevenção de branqueamento de capitais ligado ao Ministério da Economia e multou o CaixaBank em mais de 30 milhões de euros numa série de sanções por um caso herdado do Bankia, que o banco espanhol dono do BPI adquiriu em 2021.
A 11 de dezembro, o Diário Oficial do Estado (BOE) publicou a multa imposta pelo organismo ao Bankia (que o CaixaBank teve de assumir após a fusão) no valor de 17,6 milhões de euros por uma “violação gravíssima das normas de prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo”.
O caso gira em torno da venda, em 2016, da Torre Foster (também conhecida como Torre Cepsa), um arranha-céus emblemático de Madrid. Em 2016, o Bankia vendeu o arranha-céus a uma empresa pertencente a Khadem Al Qubaisi, ex-presidente da Cepsa, por aproximadamente 400 milhões de euros. Al Qubaisi revendeu de imediato a propriedade ao braço de investimento de Amancio Ortega, a Pontegadea, por cerca de 490 milhões de euros, obtendo um lucro de quase 100 milhões de euros num só dia.
Os funcionários internos do banco terão sinalizado a transação como potencialmente ligada ao branqueamento de capitais, mas o banco não cumpriu as suas obrigações de reporte. Juízes espanhóis estão a investigar se esta rápida movimentação foi utilizada para branqueamento de capitais e evasão fiscal. Al Qubaisi está sob escrutínio internacional pelo seu alegado envolvimento noutros escândalos financeiros globais.
A penalização consiste em várias multas que totalizam mais de 30 milhões de euros, incluindo uma multa específica de 17,6 milhões de euros que foi divulgada no Diário Oficial do Estado (BOE).
O CaixaBank confirmou que está a recorrer das coimas através de uma ação administrativa junto do Supremo Tribunal de Espanha, contestando a gravidade da sanção para operações antigas.
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