Governo espanhol oculta impacto do encerramento da central nuclear de Almaraz
O Ministério da Transição Ecológica mantém a região da Extremadura em suspenso. Por um lado, continua sem esclarecer se está disposto a prolongar a vida útil da central nuclear de Almaraz e, por outro, continua sem apresentar o estudo de impacto sobre o encerramento dessa instalação e o respetivo plano de dinamização económica da região.
O departamento dirigido por Sara Aagesen encarregou no ano passado o Instituto de Transição Justa de elaborar uma análise socioeconómica para avaliar o impacto económico do encerramento de Almaraz na Extremadura, tal como avançou o El Economista com o objetivo de implementar medidas e fundos destinados a mitigar os efeitos deste processo.
Decorrido este ano, este departamento não tornou público qualquer estudo ou análise a esse respeito para a região da Extremadura e eliminou qualquer referência expressa à sua elaboração no plano de trabalho para 2026.
A Estratégia de Transição Justa reconhece que, embora o encerramento das centrais nucleares costume estar condicionado por calendários conhecidos e acordados antecipadamente, essa vantagem não se traduziu em políticas eficazes de reconversão nem de acompanhamento.
O texto afirma que essa possibilidade de antecipação “não foi aproveitada em Espanha”, apontando como exemplo os casos de Zorita e Garoña, onde o encerramento ou desmantelamento ocorreu sem planos de reativação económica ou territorial, apesar do seu impacto significativo no emprego e nas receitas municipais.
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