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Jogo Olímpicos de Inverno da eletricidade terminam com cinco medalhas de ouro para Portugal

Jogo Olímpicos de Inverno da eletricidade terminam com cinco medalhas de ouro para Portugal

Se fossem as Olímpiadas de Inverno da eletricidade, terminariam com várias medalhas de ouro para Portugal.

O frio sentido no primeiro mês do ano levou os portugueses a ligar mais os aquecedores, consumido mais eletricidade.

O consumo de eletricidade em Portugal atingiu um novo máximo em janeiro.  O recorde anterior tem um ano precisamente: janeiro de 2o25.

Foram 5,4 terawatts-hora (TWh), mais 8% face ao mês homólogo, segundo os dados divulgados esta segunda-feira.

Ao longo do mês de janeiro, foram sendo atingidos novos máximos no consumo diário: com o dia 23 de janeiro a ficar como detentor deste recorde: 197,1 GWh.

Mas foram estabelecidos mais três recordes. A saber:
-20 de janeiro: novo recorde de potência solicitada ao sistema – 10.254 MW;
-26 de janeiro: novo máximo de ponta de produção – 12.217 MW às 19h30;
-26 de janeiro: novo recorde de ponta de produção renovável – 10.977 MW pelas 20h00.

As condições meteorológicas em janeiro “foram particularmente favoráveis tanto para a produção hidroelétrica como para a eólica”, com índices de produtibilidade de 1,33 e 1,35 face a médias históricas de 1. São os índices mais elevados em doze anos, desde 2014, para o mês de janeiro.

Pela negativa, o índice para a energia solar ficou pelos 0,62, sendo o menor valor histórico.

No mês de janeiro, a produção renovável abasteceu 80% do consumo, com a hidroelétrica a liderar (37%), seguida da eólica (35%), da energia solar 4% e da biomassa, 4%.

Já a produção fóssil atingiu 14% do consumo através das centrais a gás natural. De Espanha, veio 6% da eletricidade consumida.

No gás natural, o consumo disparou 7%, sendo o consumo mensal mais elevado desde julho de 2023, à boleia do disparo de 14% na produção de eletricidade, e com o consumo de famílias/empresas a subir 5%.

Já o terminal de gás natural liquefeito de Sines foi a principal fonte de abastecimento do sistema nacional, pesando 72%. A Nigéria foi o principal fornecedor (38%) seguido dos EUA (34%). Por Espanha, entraram os restantes 28% via gasodutos, no registo mais elevado desde outubro de 2022.

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