Proveitos totais do turismo subiram 5,5%, para 1,4 mil milhões no último trimestre
Os proveitos totais do setor do turismo atingiram os 1,4 mil milhões de euros no último trimestre de 2025, o que significou um crescimento de 5,5% face ao período homólogo e de 7,4% em comparação com o trimestre anterior, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira.
Por sua vez, os proveitos de aposento foram de mil milhões de euros, uma subida homóloga de 4,5% e de 6,8% em relação ao segundo trimestre.
No período em análise registaram-se 7,2 milhões de hóspedes e 17,1 milhões de dormidas, que representam subidas homólogas de de 2,9% e 1,9%, respetivamente (+2,1% e +1,9% no terceitro trimestre de 2025, pela mesma ordem).
Por segmentos, a hotelaria teve um peso de 82,8% do total (+2,4%) seguindo-se o Alojamento local com 13,8% (-2,3%) e o tTurismo no espaço rural e de habitação com 3,4% (+7,7%).
As dormidas de residentes totalizaram 5,3 milhões no último trimestre de 2025, tendo crescido 4,2% (+5,4% no trimestre anterior).
As dormidas geradas pelos mercados externos aumentaram 0,9% (+0,4% no terceiro trimestre), atingindo os 11,8 milhões.
A Região Autónoma da Madeira apresentou, em termos de dormidas a maior dependência dos mercados externos (84,0% do total), seguida do Algarve (82,1%) e da Grande Lisboa (79,0%).
Em sentido contrário, as dormidas de não residentes apresentaram menor expressão nos totais regionais do Centro e do Alentejo (28,0% e 35,6%, respetivamente).
Espanha foi o principal mercado externo, no trimestre em análise em cinco regiões: Centro (23% das dormidas de não residentes registadas nesta região), este e Vale do Tejo (19,4%), Alentejo (18,6%), Norte (16,5%) e Península de Setúbal (12,1%).
Já a Alemanha foi o principal mercado externo na Região Autónoma da Madeira (26,8%) e na Região Autónoma dos Açores (20,7%).
O Reino Unido predominou no Algarve (34,5%) e os Estados Unidos foram o principal mercado na Grande Lisboa (17,3%).
O mercado britânico manteve a liderança (16,3% do total das dormidas de não residentes no último trimestre), apesar do decréscimo de 3,1% face ao trimestre homólogo.
As dormidas do mercado alemão, o segundo principal mercado emissor (12,5% do total), aumentaram 1,9%. Seguiu-se o mercado norte americano (quota de 10,0%), que cresceu 2,7%.
Entre os 10 principais mercados emissores no 4.º trimestre, o mercado canadiano apresentou o maior aumento (+8,0%). maior decréscimo observou-se no mercado francês (-8,9%).
No conjunto dos 10 principais mercados externos no quarto trimestre do ano, quatro mercados concentraram mais de metade das suas dormidas numa única região: Irlanda (66,1% das dormidas no Algarve); Brasil (53,5% das dormidas na Grande Lisboa); Estados Unidos (53,1% das dormidas na Grande Lisboa) e Reino Unido (53,0% das dormidas no Algarve).
Nota ainda para a Grande Lisboa que continua como principal destino para os hóspedes residentes em Itália (48,4% das dormidas); Canadá (41,9% das dormidas) e França (29,3% das dormidas). O Algarve foi também o destino preferencial dos hóspedes provenientes dos Países Baixos (45,1% das dormidas).
O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu os 55,3 euros no último trimestre, registando um aumento de 0,9% (+4,2% no trimestre anterior).
Por sua vez, o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 109,0 euros (+2%, após +4,3% no trimestre anterior).
O RevPAR mais elevado foi registado na Grande Lisboa (92,9 euros), seguindo-se a Região Autónoma da Madeira (85,5 euros). Este indicador registou os maiores crescimentos na Região Autónoma da Madeira (+12,0%) e no Alentejo (+10,3%).
A Grande Lisboa destacou-se ainda com o valor mais elevado de ADR (140,6 euros), seguindo-se a Região Autónoma da Madeira (118,0 euros), tendo esta última apresentado também neste indicador o maior crescimento (+11,9%).
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