‘Turismo Acolhe’ já conta com 97 empreendimentos turísticos e cobre 52 dos 68 concelhos
O programa ‘Turismo Acolhe’ iniciativa lançada na terça-feira para receber a população, mas também trabalhadores que estão a ser afetados pelas tempestades que têm assolado o país nas últimas semanas, já conta com 97 empreendimentos turísticos, 732 quartos e cobre 52 dos 68 concelhos.
A informação foi revelada por Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal no encerramento do congresso da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) que decorreu na Alfândega do Porto.
“Quando o turismo chamou para este papel de apoiar as populações, o turismo respondeu de forma extraordinária”, afirmou.
Um sentimento partilhado por Bernardo Trindade, presidente da AHP. “Está claro e expresso que o turismo é o principal instrumento de coesão territorial deste país. Qual é a atividade económica que tem a capacidade de mobilizar tão rapidamente tantos agentes e tantas pessoas e tanta vontade de acolher”, referiu.
E de resto, os números expressam as palavras dos dois intervenientes. As receitas do turismo eram há 10 anos, 12,8 mil milhões, hoje ultrapassam os 30 mil milhões.
“É um orgulho para Portugal e para todos aqueles que estão no setor do turismo, que é um ativo estratégico para Portugal, que representa hoje mais de 12% do Produto Interno Bruto”, salientou Carlos Abade.
Projetando um novo caminho que agora se abre, o presidente do Turismo de Portugal realçou que o objetivo é continuar a crescer com mais valor, em vez de volume, com mais com impacto e mais equilíbrio.
“O turismo é um veiculo, não é um fim em si mesmo. Temos dimensões sobre as quais temos de intervir para que esse crescimento possa continuar a ser feito”, sublinhou, dando como exemplos o conhecimento e a Inteligência Artificial, que podem ajudar a crescer cada vez melhor naquilo que é a produtividade das nossas empresas.
Por outro lado, lançou um apelo para a transformação dos territórios, “para torná-los mais equilibrados e competitivos e qualificados”.
Uma transformação na relação das empresas com os recursos humanos, no sentido de “promover uma cultura de excelência na formação, através do investimento que tem sido feito nas escolas de hotelaria, que tem de ser também uma prioridade”.
Carlos Abade alertou ainda para a necessidade de tornar as empresas cada vez mais produtivas e eficientes, reduzindo os custos de contexto para que as empresas possam a investir cada vez mais.
Finalmente a capacidade que Portugal e o turismo têm de ter em promover cada vez mais o país. “Não só pelo setor do turismo, mas para elevar a marca Portugal e com isso beneficiar todos os setores de atividade”, salientou.
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