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Arrancam obras de 16,7 milhões na ligação ferroviária ao Porto de Setúbal e Praias-Sado

Arrancam obras de 16,7 milhões na ligação ferroviária ao Porto de Setúbal e Praias-Sado

O Ministério das Infraestruturas anunciou esta segunda-feira, dia 2 de março, a consignação oficial da empreitada “Linha do Sul – Eliminação de Constrangimentos nas Estações de Praias-Sado e no Porto de Setúbal”, um investimento considerado estratégico para reforçar o transporte ferroviário de mercadorias no Corredor Internacional Sul e aumentar a competitividade do Porto de Setúbal.
Miguel Pinto Luz presidiu à consignação de empreitada que vai eletrificar e ampliar o Porto de Setúbal e na sua intervenção diz “queremos colocar ritmo nesta transformação. Não podemos falhar prazos”.
A empreitada para a eliminação de constrangimentos na Linha do Sul, nas estações de Praias-Sado e no Porto de Setúbal, visa a modernização, eletrificação e melhoria das infraestruturas ferroviárias, com um investimento base de 17,5 milhões da Infraestruturas de Portugal.
O objetivo é eliminar constrangimentos à exploração ferroviária e aumentar a eficiência do transporte de mercadorias no Porto de Setúbal.
O projeto inclui a melhoria dos ramais do porto, a modernização da estação de Praias-Sado e a supressão da Passagem de Nível da Cachofarra.
A cerimónia de consignação marcou o arranque efetivo das obras, adjudicadas ao consórcio ASCH / Cimontubo por um preço contratual de 16,7 milhõs de euros, com um prazo de execução de 420 dias. A fiscalização da empreitada foi adjudicada à Rioboco por cerca de 1,39 milhões de euros, também com o mesmo prazo contratual.
O projeto global ascende a 40 milhões de euros (incluindo empreitada, materiais, sinalização, telecomunicações, projeto e fiscalização) e é desenvolvido ao abrigo de um protocolo entre a Infraestruturas de Portugal (IP) e a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS).
A IP assume o papel de dono da obra, executando intervenções dentro e fora do perímetro portuário, enquanto a APSS suporta os custos associados aos trabalhos no domínio sob sua jurisdição.
Intervenções consistem na eletrificação de linhas e dos feixes de receção/expedição que servem os terminais Sadoport, Tersado, Somincor e RO/RO (Roll-on/Roll-off, ou  navios cargueiros projetados para transportar carga rolante); a construção de um novo feixe de linhas na Cachofarra (novas linhas na Estação de Setúbal-Mar e no Ramal do Porto de Setúbal) para receção e expedição de comboios; e desnivelamento rodoviário (supressão da passagem de nível da Cachofarra ao km 31,670).  Esta prevista a segregação entre circulação ferroviária principal e operações de movimentação de mercadorias no porto e estão previstos serviços de fiscalização e coordenação de segurança.
O projeto envolveu declarações de utilidade pública urgente para expropriações e constituição de servidões necessárias.
Os objetivos destas intervenções são aumentar significativamente a capacidade e a fiabilidade da exploração ferroviária; permitir a utilização generalizada da tração elétrica nos acessos aos terminais; reforçar a competitividade do Porto de Setúbal face aos principais portos nacionais (Sines e Leixões); contribuir para os objetivos da Rede Transeuropeia de Transporte (RTE-T) e do aumento de 50% na quota de mercado do transporte ferroviário de mercadorias até 2030.
O Ministério liderado por Miguel Pinto Luz diz que a procura atual já é expressiva, com clientes como Somincor (minério), Megasa (produtos siderúrgicos), Lusosider (bobines) e Autoeuropa (automóveis), operados principalmente pela Medway e Captrain. O Governo estima que, em 2030, circulem cerca de 2.900 comboios/ano neste eixo.
O Ministério das Infraestruturas diz ainda que do ponto de vista ambiental e económico, o projeto apresenta um TIR económico de 19% e permitirá evitar a emissão de aproximadamente 200 mil toneladas de CO₂ equivalente ao transferir tráfego da rodovia para a ferrovia.
Segundo o Governo, esta empreitada insere-se na estratégia mais ampla de modernização dos corredores internacionais Norte e Sul, com intervenções já concluídas ou em curso nos portos de Sines e Leixões, e reforça o papel do Porto de Setúbal no escoamento eficiente de mercadorias pesadas e de grande volume, alinhando Portugal com as metas europeias de descarbonização e coesão territorial no setor ferroviário de mercadorias.

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