Crédito à habitação dispara 10,4% em Portugal e regista maior crescimento desde 2006
O crédito à habitação em Portugal registou um aumento notável no início de 2026, com o stock de empréstimos a crescer 10,4% em termos anuais em janeiro, a maior taxa de crescimento desde fevereiro de 2006, segundo dados mais recentes do Banco de Portugal.
No final de janeiro, o montante total de crédito à habitação em vigor atingiu cerca de 111,7 mil milhões de euros, um acréscimo de 803 milhões de euros face a dezembro de 2025, um sinal claro de que mais famílias e compradores estão a recorrer ao financiamento bancário para adquirir casa.
Vários fatores estão por detrás desta expansão do crédito habitacional:
Taxas de juro mais atrativas: Com as taxas de referência a abrandarem ao longo de 2025, muitos empréstimos recentemente negociados tornaram-se mais acessíveis, incentivando a procura por financiamento.
Apoios públicos: Medidas como a isenção de IMT para jovens até aos 35 anos e programas de garantia pública continuam a apoiar especialmente os compradores jovens, facilitando o acesso ao crédito.
Procura firme por casa própria: Apesar dos preços elevados no mercado imobiliário, a vontade de adquirir habitação própria permanece forte entre famílias e jovens portugueses.
Para além do crédito à habitação, o montante de empréstimos concedidos a particulares (incluindo outros fins além da casa) também aumentou significativamente, com um crescimento anual de 9,8%, refletindo um apetite mais amplo por crédito no início de 2026.
Este ambiente de crédito mais dinâmico e competitivo pode beneficiar quem está a pensar pedir um empréstimo para comprar casa. Juros mais competitivos e uma maior disposição dos bancos em conceder financiamento tornam este um momento potencialmente vantajoso para procurar as melhores condições antes de fechar um contrato.
No entanto, Rita Sogalho Team Leader de Crédito habitação no ComparaJá “aconselham sempre os potenciais mutuários a comparar ofertas, simular prestações e avaliar cuidadosamente o impacto financeiro a longo prazo antes de avançar.”
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