DBRS diz que resultados sólidos em 2025 sustentam bancos portugueses num cenário de maior incerteza em 2026
“Os bancos portugueses apresentaram resultados sólidos e resilientes no exercício de 2025, sustentados por uma sólida rendibilidade, melhoria da qualidade dos ativos e almofadas de capital robustas, apesar da pressão sobre as margens financeiras. Ao entrarem em 2026, os bancos estão bem posicionados para enfrentarem um ambiente macroeconómico e geopolítico mais incerto, embora se mantenham os riscos de queda do crescimento e da qualidade do crédito”, defende a Morningstar DBRS.
A rendibilidade no exercício de 2025 manteve-se forte, sustentada principalmente por significativas libertações de provisões, uma sólida geração de comissões e crescimento de outras receitas, o que ajudou a compensar a queda geral da receita líquida de juros.
A qualidade dos activos fortaleceu-se ainda mais com rácios de incumprimento mais baixos e elevados níveis de cobertura, enquanto a capitalização se manteve sólida, apesar de modestas quedas no CET1 impulsionadas pela inflação dos activos ponderados pelo risco (RWA) e pela distribuição de capital, salienta a DBRS.
“Esperamos que os bancos se mantenham bem posicionados para apresentar uma rentabilidade sólida no ano fiscal de 2026, mas os riscos geopolíticos, especialmente as perturbações no mercado da energia, poderão pressionar a inflação, o crescimento e a qualidade do crédito a médio prazo”, alerta a agência de rating
“Os bancos portugueses iniciam 2026 com uma rentabilidade sólida, uma forte qualidade dos ativos e robustas reservas de capital, o que os posiciona bem para absorver um ambiente macroeconómico e geopolítico mais incerto”, afirmou María Jesús Parra, CFA, Vice-Presidente de Ratings de Instituições Financeiras Europeias. “Embora possa persistir alguma pressão sobre as margens, esperamos que os bancos se mantenham resilientes, apoiados por fundamentos sólidos e por uma gestão de risco disciplinada”.
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