Fed mantém juros entre 3,5% e 3,75% graças à guerra do Irão e só espera um corte este ano
A Reserva Federal dos EUA (Fed) decidiu nesta quarta-feira, como se esperava, manter as taxas de juro inalteradas, numa fase em que a inflação ameaça subir (ainda mais) e o mercado de trabalho dá sinais de fraqueza.
A manutenção da taxa já era esperada por analistas. A escalada do conflito com o Irão e a consequente disparo do preço do petróleo no mercado global aumentou a preocupação do banco central americano.
O banco central manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, ainda assim mais baixo desde setembro de 2022. Os analistas antecipam, apenas, uma descida dos juros até ao final do ano. Essa é também a expectativa do comité da Fed que decide sobre taxas de juro, o FOMC (Comité Federal de Operações no Mercado Aberto).
Foi a segunda reunião consecutiva em que o banco central americano manteve a taxa no mesmo nível. Em 28 de janeiro, o Fed interrompeu um ciclo de três cortes seguidos, citando incertezas nas perspectivas económicas.
Sem dúvida que a guerra do Médio Oriente desencadeada por Donald Trump e consequente subida em flecha do preço do petróleo no mercado tiveram grande peso na decisão desta quarta-feira. A principal preocupação do banco central americano é o impacto sobre a inflação no país.
A decisão desta quarta-feira foi a décima desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde a posse, houve três cortes de juros.
Com o início da guerra, em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel bombardearam o Irão, o petróleo disparou no mercado internacional e chegou a atingir 120 dólares, o maior valor desde 2022. Depois, recuou, mas segue na casa dos 100 dólares, ainda num nível bastante elevado.
Recorde-se que o mandato de Jerome Powell termina em maio e portanto a próxima descida dos juros já será com Kevin Warsh.
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