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Fenprof recorre aos deputados para resolver impasse na revisão do regime jurídico do ensino de português no estrangeiro

Fenprof recorre aos deputados para resolver impasse na revisão do regime jurídico do ensino de português no estrangeiro

A Fenprof –  Federação Nacional dos Professores  e o Sindicato dos Professores no Estrangeiro (SPE) reúnem esta terça-feira, 31, pelas 15h30 horas, com a Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas sobre “a longa e injustificada espera” pela proposta de revisão do regime jurídico dos professores do Ensino Português no Estrangeiro — “sucessivamente prometida, incluindo pelo anterior Governo”.
Em comunicado enviado às redações, a Federação expressa as suas preocupações e a “necessidade de se assegurar uma resposta e uma solução efetivas para um processo que tem vindo a prolongar-se, demasiadamente, no tempo”.
O SPE/FENPROF apresentou propostas de revisão do regime ao longo dos últimos seis anos, destacando a necessidade de atualizar os índices remuneratórios, que permanecem inalterados desde 2009.
Ao longo deste período, esta estrutura tem mantido contactos, telefónicos e presenciais com o Gabinete do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. Em todas as ocasiões, diz ter recebido informação de que a proposta “se encontrava em fase avançada de conclusão”, que “iria ao encontro das propostas e reivindicações do Sindicato” e que este “seria brevemente convocado para auscultação negocial”.
Tratava-se, afinal, conclui o SPE de uma “mera manifestação de intenções que, até ao momento, não teve qualquer concretização”.
Os professores do EPE dizem-se cansados de esperar pelo cumprimento das promessas feitas pelos sucessivos governos e reafirmam a sua disponibilidade para negociar, exigindo medidas concretas que defendam os direitos destes docentes e valorizem o EPE e não colecionar promessas vãs dos sucessivos governos.
O SPE/FENPROF considera que a Comissão de Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas pode desempenhar um papel relevante no desbloqueamento do processo, nomeadamente através da “promoção de uma maior e célere articulação entre os órgãos do governo envolvidos” e na definição de um calendário previsível para a negociação com o Sindicato”.

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