PSI brilha e acompanha otimismo de Wall Street num dia de subida do petróleo e superavit nacional
Esta segunda-feira, Wall Street arrancou em alta, acompanhando o ambiente que se vive nas congéneres europeias. O Nasdaq sobe 0,78%, o S&P valoriza 0,86% e o Dow Jones avança 0,76%. Já a Bolsa de Lisboa abriu a sessão desta segunda-feira com uma valorização de 0,51% para os 8.927,02 pontos, contrariando o vermelho das principais bolsas europeias.
No começo do dia, o petróleo subia mais de 2% influenciado pelos ataques dos houthis a Israel durante o fim-de-semana. A matéria-prima continua a escalada de preço desde que começou o conflito no Médio Oriente apesar de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado no domingo que as negociações com o Irão estão a correr bem e que um acordo poderia ser possível.
As maiores subidas na bolsa portuguesa, na abertura da bolsa de Lisboa, iam para a REN, que valoriza 1,63% para os 3,74 euros, seguida pela Galp Energia, que sobe 1,51% para os 20,78 euros, e a EDP que avança 1,36% para os 4,40 euros.
No momento do fecho, das 16 cotadas que integravam o índice PSI, 14 subiram, tendo a Ibersol e Corticeira Amorim ficado inalteradas, em 10,8 euros e 6,43 euros. A bolsa de Lisboa fechou com uma subida de 2,11%, para 9.069,55 pontos
Segundo o analista de mercados do Millenium Ramiro Loureiro “os mercados de ações europeus encerraram em alta a primeira sessão de uma semana que será mais curta que o habitual, uma vez que estarão encerrados na sexta-feira que antecede a Páscoa”.
“Quem brilhou foi o PSI, puxado por valorizações generalizadas, em especial do grupo EDP, Galp, Sonae e empresas ligadas à pasta de papel – Altri, Semapa e Navigator. A revelação do Ministro das Finanças de que Portugal em 2025 registou um superavit de 0,7% do PIB, superior a €2 mil milhões, o segundo maior excedente na democracia nacional, pode ter impulsionado o sentimento”, sublinhou.
De resto, “os investidores mostraram resiliência aos conflitos no Médio Oriente, apesar da falta de sinais de entendimento para um cessar-fogo no Irão e dos ataques a infraestruturas levarem a uma subida de preços das matérias-primas, desde o petróleo ao alumínio. O índice de preços no consumidor alemão já mostrou impacto da guerra na inflação, que subiu dos 2% em fevereiro para 2,8% nem março, praticamente em linha com o previsto”.
Para esta terça-feira, os mercados estarão focados na instabilidade geopolítica no Médio Oriente, com o petróleo a reagir à escalada de tensões, atingindo valores elevados. Espera-se volatilidade devido a possíveis medidas do G7 para a segurança energética.
Share this content:


Publicar comentário