Exposição da Banca Portuguesa ao exterior dispara para 144 mil milhões de euros em 2025
A exposição imediata dos bancos portugueses ao exterior registou um crescimento significativo no final de 2025, fixando-se nos 144,2 mil milhões de euros, segundo o Banco de Portugal (BdP).
Este valor representa um aumento de 17,6 mil milhões de euros face ao fecho de 2024, consolidando uma tendência de maior internacionalização e diversificação de ativos por parte das instituições financeiras nacionais.
De acordo com os dados mais recentes do BdP, a exposição na ótica da última contraparte — que identifica onde reside o risco final após transferências entre geografias — situou-se nos 145,5 mil milhões de euros (mais 17,4 mil milhões do que no ano anterior). A diferença entre os dois indicadores revela que cerca de 1,3 mil milhões de euros de risco estão, em termos líquidos, efetivamente localizados no resto do mundo e não em solo nacional.
Cinco países europeus concentram a maioria do risco detido pela banca portuguesa. No final de 2025, estas nações representavam 58,9% da exposição total na ótica da última contraparte: Polónia, Espanha, França, Alemanha e Itália.
O aumento do balanço dos bancos entre 2024 e 2025 foi impulsionado sobretudo pela componente internacional. Os ativos externos cresceram 14,4 mil milhões de euros, refletindo um reforço da confiança e da exposição a residentes em países fora da jurisdição de origem das entidades.
Embora de forma mais contida, os ativos locais também acompanharam a tendência de subida, com um incremento de 3,0 mil milhões de euros no mesmo período. Este dinamismo global foi particularmente justificado pela maior exposição a ativos de países da União Europeia.
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