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Secretário-geral da NATO “compreende” a desilusão de Trump com a aliança

Secretário-geral da NATO “compreende” a desilusão de Trump com a aliança

O secretário-geral da NATO, o neerlandês Mark Rutte, manteve encontros na Casa Branca com o secretário de Estado Marco Rubio e de seguida com o presidente Donald Trump, numa jornada diplomática marcada pelas fortes críticas da Casa Branca à (falta de) atuação da aliança no quadro da guerra com o Irão.
Em entrevista à CNN, Rutte assegurou que, apesar do descontentamento do presidente norte-americano com a NATO, “ouviu atentamente” os argumentos apresentados sobre a situação na Europa em relação à guerra no Irão. Rutte – que tem sido bastamente criticado em algumas capitais europeias pelo seu alinhamento constante com Washington – foi à Casa Branca tentar ‘juntar os cacos’ resultantes das mais recentes declarações de Trump sobre a organização. O presidente dos Estados Unidos queria um envolvimento da NATO no conflito – como aconteceu no Iraque no início do século – mas nada conseguiu. De facto, todos os restantes Estados-membros declinaram qualquer envolvimento, dando assim provas de terem sérias dúvidas sobre a conveniência da intervenção armada no Irão.
Na semana passada Trump admitiu o abandono da NATO devido a esta falta de apoio aliado no conflito no Irão – o que colocou os aliados europeus ‘à beira de um ataque de nervos’. Rutte – que tem larga audiência na Casa Branca – rumou a Washington para resolver o contencioso, mas o facto de Trrump não se ter dado ao trabalho de se pronunciar sobre o encontro com Rutte não é um bom indicador.
Justificando as recentes críticas de Trump aos aliados, Rutte afirmou que “é verdade que nem todas as nações europeias cumpriram os seus compromissos”. “Compreendo perfeitamente a sua desilusão”, disse o secretário-geral da NATO em referência a Trump. Questionado se Trump mencionou durante a reunião as suas intenções de retirar os Estados Unidos da NATO, Rutte evitou responder diretamente, limitando-se a dizer que a aliança está num processo de “transformação” e que os países europeus estão dispostos a “acautelarem” mais as questões de defesa.
Mantendo um discurso que soa bem em Washington mas mal em diversas capitais europeias, o neerlandês disse que “o mundo está mais seguro” agora, graças à “liderança do presidente” norte-americano. Uma passagem rápida pelas principais agências noticiosas internacionais desmente o ter de semelhante declaração.
Em comunicado, o Departamento de Estado disse que Rubio e Rutte discutiram o conflito com o Irão, juntamente com os esforços norte-americanos para negociar o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e “reforçar com os aliados da NATO a coordenação e a transferência de responsabilidades”.
 

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