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Lucro da BlackRock sobe 46% para 1,8 mil milhões de euros

Lucro da BlackRock sobe 46% para 1,8 mil milhões de euros

A BlackRock reportou, esta terça-feira, uma subida de 46% no seu lucro líquido, no primeiro trimestre, face ao ano anterior, para os 2,2 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual).
As receitas aumentaram 27%, no trimestre, para os 6,6 mil milhões de dólares (5,5 mil milhões de euros) e o lucro operacional disparou 66% para os 2,8 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros).
A gestora de ativos referiu que a subida nas receitas “reflete o impacto positivo dos mercados, o crescimento orgânico da receita base, as taxas relacionadas com a Transação HPS e o aumento da receita de serviços de tecnologia e subscrições”.
Os ativos sob gestão da BlackRock aumentaram 20%, no primeiro trimestre, para os 13,8 triliões de dólares (11,7 biliões de euros na denominação europeia), face ao ano passado.
A empresa reportou também entradas líquidas de 130 mil milhões de dólares (110,2 mil milhões de euros), no primeiro trimestre, que foram “impulsionadas por um primeiro trimestre recorde para os external traded funds (ETF) da iShares, juntamente com entradas líquidas em mercados ativos e privados”. A gestora teve também entradas líquidas de 744 mil milhões de dólares (630,6 mil milhões de euros) e um crescimento orgânico de 10% das taxas de base nos últimos doze meses, “distribuídas por toda a plataforma e impulsionadas pelos mercados privados, ETF e estratégias ativas sistemáticas”.
O presidente e CEO da BlackRock, Laurence Fink, referiu que a empresa “teve um dos melhores” inícios de ano da sua história.
“Os clientes concederam-nos 130 mil milhões de dólares (110,2 mil milhões de euros) em entradas líquidas no primeiro trimestre, impulsionando um crescimento orgânico de 8% nas taxas base — o nosso maior primeiro trimestre em cinco anos. O ACV (Valor Anual do Contrato) dos serviços tecnológicos cresceu 14% e as nossas margens ajustadas expandiram em mais de 100 pontos base. Os nossos resultados contam mais do que a história de um trimestre. Refletem um negócio com impulso crescente, um profundo envolvimento com o cliente e uma plataforma construída para se multiplicar em diferentes ambientes de mercado”, acrescentou.
“Nos últimos doze meses, os clientes confiaram à BlackRock 744 mil milhões de dólares (630,6 mil milhões de euros) em novos ativos líquidos, impulsionando um crescimento orgânico de 10% nas taxas base. A BlackRock é um operador de escala nos mercados públicos, mercados privados e tecnologia. Esta combinação está a revelar-se cada vez mais valiosa. O capital está em movimento à medida que os fundamentos do mercado e as relações com os fornecedores são reavaliados, e a BlackRock é o destino de confiança”, sublinhou o CEO.
Laurence Fink destacou ainda as entradas líquidas recorde da iShares, no primeiro trimestre, de 132 mil milhões de dólares (111,9 mil milhões de euros), e a duplicação das novas taxas básicas líquidas em comparação com o ano anterior, “uma vez que os clientes migraram para as nossas exposições internacionais e de precisão”.
O responsável pela gestora de ativos disse ainda que a gestão ativa de ações é uma “área de crescimento” na BlackRock, impulsionando três mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros) em entradas líquidas.
“As entradas líquidas nos mercados privados de nove mil milhões de dólares (7,6 mil milhões de euros) foram liderados pelo crédito privado e infraestruturas, onde temos forte impulso de captação e implementação de recursos. Estamos envolvidos com os clientes em todos os canais, regiões geográficas e classes de ativos. Os nossos resultados e o crescente pipeline de negócios mostram que, quando os clientes tomam grandes decisões sobre os seus portfólios, escolhem a BlackRock. Vêm à BlackRock porque podemos atendê-los em todo o seu portefólio. Fazemo-lo reunindo a gestão de ativos e a tecnologia em mercados públicos e privados de forma integrada, numa única plataforma. O nosso modelo está a funcionar e estamos mais confiantes do que nunca na oportunidade que vemos pela frente para a nossa empresa, clientes e acionistas”, acrescentou.

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