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Portugal capta 249 milhões em emissão inédita de dívida em moeda chinesa

Portugal capta 249 milhões em emissão inédita de dívida em moeda chinesa

A República Portuguesa deu mais um passo na diversificação das suas fontes de financiamento ao realizar, no passado dia 9 de abril, a primeira emissão denominada em yuan offshore (CNH). A operação foi conduzida pelo IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, através de uma colocação privada com prazo de 8 anos e montante de 1.990 milhões de yuan, equivalente a cerca de 249 milhões de euros.
A emissão foi realizada ao abrigo do novo programa EMTN (Euro Medium Term Notes) de 15 mil milhões de euros, recentemente estabelecido pela República. Esta operação junta-se a outras emissões privadas efetuadas ao longo do ano no âmbito do mesmo programa, reforçando a estratégia de diversificação dos instrumentos de dívida e alargando o leque de investidores.
O programa EMTN integra o plano de financiamento da República Portuguesa para 2026, que prevê emissões totais de até 2,5 mil milhões de euros neste formato, tendo já atingido os 599 milhões de euros através de quatro operações distintas. Além da emissão em yuan com taxa fixa de 1,765%, o Estado emitiu, a 18 de fevereiro, 150 milhões de euros a 12 anos com uma estrutura de taxa mista; a 1 de abril, 100 milhões de euros a 3 anos indexados à Euribor; e, mais recentemente, a 15 de abril, 100 milhões de euros a 7 anos com taxa fixa de 3,095% e opção de reembolso antecipado.
Segundo o comunicado da agência que gere a dívida pública, para assegurar a coerência do perfil de risco destas operações com o restante financiamento do Estado, foram realizadas operações de cobertura de risco de taxa de juro e de câmbio. Estas permitiram fixar o custo global (“all-in”) de cada emissão em níveis inferiores às taxas das Obrigações do Tesouro equivalentes negociadas no mercado secundário.
O IGCP explica que o programa EMTN tem vindo a afirmar-se como um instrumento complementar relevante, permitindo aceder a mercados alternativos, diversificar fontes de financiamento e captar novos investidores em condições consideradas favoráveis para o Estado português.

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