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Revolut adia IPO para 2028 e aposta em licença bancária nos EUA

Revolut adia IPO para 2028 e aposta em licença bancária nos EUA

O fundador e CEO da Revolut, Nikolai Storonsky, confirmou que a entrada em bolsa do banco digital britânico não deverá acontecer antes de 2028, afastando as especulações de uma eventual cotação ainda este ano.
“Dois anos”, disse Storonsky numa entrevista a David Rubenstein para o programa The David Rubenstein Show: Peer to Peer Conversations, da Bloomberg. “Somos um banco, e para um banco é fundamental ter confiança. As empresas cotadas em bolsa são mais confiáveis do que as privadas”.
A “Bloomberg” sublinha que esta afirmação do fundador da Revolut dissipa quaisquer suspeitas sobre uma possível Oferta Pública Inicial (IPO) neste ano, que era uma das entradas em bolsa mais antecipadas da Europa.
Recorde-se que em declarações anteriores o CEO da Revolut, em dezembro de 2025, apontava para um IPO “provavelmente” entre dois a três anos e dizia que “não é uma prioridade”.
A questão da praça onde a Revolut irá estrear na bolsa mantém-se em aberto — e é motivo de pressão política no Reino Unido. A chanceler Rachel Reeves tem feito esforços pessoais para atrair a cotação para Londres, tendo inclusivamente inaugurado a sede da Revolut em Canary Wharf. Mas Storonsky sinalizou em dezembro a sua preferência por Wall Street, citando maior liquidez e avaliações mais elevadas para empresas tecnológicas.
Antes de avançar para a bolsa, a fintech deverá realizar novas vendas secundárias de ações — operações que realiza tipicamente de um a dois anos. A última dessas transações fixou a avaliação da Revolut em 75 mil milhões de dólares, acima dos 45 mil milhões de 2024.
Fontes próximas da empresa indicaram à Bloomberg que o objetivo para o IPO é atingir uma avaliação de pelo menos 150 mil milhões de dólares — o que tornaria a Revolut mais valiosa do que o Barclays, o Deutsche Bank e o Société Générale combinados.
Licença bancária nos EUA como prioridade
A Revolut candidatou-se recentemente a uma licença bancária nos EUA e nomeou Cetin Duransoy, antigo executivo da Visa, para liderar a operação americana. A empresa está presente nos Estados Unidos desde 2020, mas tem operado em parceria com bancos locais.
Storonsky disse que a obtenção da licença poderá demorar até um ano, mas que o “objetivo oficial” da empresa é consegui-la em quatro meses. “É obviamente muito mais fácil para nós agora, dada a nova administração, além de já termos tantas outras licenças bancárias”, afirmou. Uma licença americana permitiria à Revolut aceder diretamente ao sistema de pagamentos da Reserva Federal e oferecer produtos de crédito e cartões aos clientes norte-americanos.
Em 2025, a Revolut processou cerca de 1,7 biliões de dólares em volume de transações e registou receitas de 6 mil milhões de dólares, com um lucro de 2,3 mil milhões — o quinto ano consecutivo de rentabilidade.
Nikolay Storonsky (frequentemente referido como Nik) é um empreendedor britânico-russo (nasceu na cidade russa Dolgoprudny) e é o cofundador e CEO da Revolut, um dos maiores neobancos e fintechs da Europa. A Revolut nasceu em 2015 no Reino Unido fundada por Nikolay Storonsky e Vlad Yatsenko. O Revolut Bank UAB, que é a entidade que fornece serviços bancários na União Europeia (incluindo Portugal), tem a sua sede registada na Lituânia.
Nikolay Storonsky possui um Master in Physics pela Moscow Institute of Physics and Technology.

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