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Lufthansa vê fatura com combustíveis a subir, mas prevê vender mais viagens

Lufthansa vê fatura com combustíveis a subir, mas prevê vender mais viagens

A Lufthansa vai pagar mais 1,7 mil milhões de euros este ano em combustível para aviões com a subida do preço do jet-fuel devido à guerra no Médio Oriente.
A companhia alemã registou uma perda operacional de 612 milhões de euros no primeiro trimestre, melhor face à perda de 722 milhões registada há um ano.
A sua previsão para este ano manteve-se inalterada, com um lucro operacional de quase 2 mil milhões de euros.
O grupo espera “aliviar este fardo financeiro nos próximos trimestres através do aumento das receitas com a venda de bilhetes, otimização do planeamento da rede e mais medidas de redução de custos”.
O conflito no Médio Oriente está também a provocar um aumento da procura com os viajantes a recorrerem mais aos hubs da Lufthansa.
“Estamos resilientes na nossa capacidade de absorver estes impactos”, disse o CEO Carsten Spohr em comunicado.
A Bernstein considera que muita da resiliência da Lufthansa vem das suas “grandes” margens, mas o analista Alex Irving diz manter a cautela, pois a visibilidade para as margens dos dois últimos trimestres ainda não é total.
Já a concorrente Air France-KLM ajustou a sua perspetiva para o resto do ano com os preços muito elevados de combustível.
O ‘outlook’ mantém-se desde que não haja falta de combustível ou mais greves na companhia aérea.
Os sindicatos dos tripulantes e dos pilotos realizaram greves em abril.
A Lufthansa tem a meta de aumentar as suas margens de lucro de 8% para 10% entre 2028 e 2030. A companhia já eliminou 20 mil voos este verão para limitar a capacidade perante receios de escassez de combustível.

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