Preços das casas sobem mais de 30% na margem sul no primeiro trimestre
Os concelhos da margem sul do Tejo estão a ser os principais impulsionadores dos preços das casas no arranque do ano, ao registarem aumentos superiores a 30% no primeiro trimestre, segundo revelam os dados do Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário. No período em análise, o concelho da Moita apresentou um aumento de 35,6%, seguida do Barreiro e do Seixal, ambos em torno dos 31%.
Com subidas significativas destacaram-se também os concelhos de Alcochete com um aumento homólogo de 21,7%, seguido por Almada 20,2% e o Montijo 17,4%. Esta subida de preços fez-se também sentir no valor do metro quadrado, que na margem sul do Tejo superou os três mil euros no primeiro trimestre, com a Almada a atingir um valor médio de venda de 3.502 euros por metro quadrado, enquanto Barreiro e Seixal superaram pela primeira vez a fasquia dos três mil euros, com 3.092 euros e 3.066 euros por metro quadrado, respetivamente.
Por sua vez, nos concelhos da Moita, Alcochete e Montijo, os preços variaram entre 2.424 euros e 2.877 euros por metro quadrado. Estes aumentos são significativos, tendo em conta que em 2024, os valores variavam entre os 1.700 euros por metro quadrado na Moita e os 2.500 euros por metro quadrado em Almada.
Por outro lado, os concelhos de Lisboa, Oeiras e Cascais observaram crescimentos homólogos entre os 15% e 17%, com os valores do metro quadrado a variarem entre os 4.800 euros e os 5.900 euros.
Ricardo Guimarães, Diretor da Confidencial Imobiliário, refere que “a dinâmica recente reforça o papel da Margem Sul como um dos principais focos de valorização imobiliária da Área Metropolitana de Lisboa, refletindo a conjugação de preços ainda relativamente mais competitivos, crescente procura residencial e um ajustamento gradual — mas ainda insuficiente — da oferta”.
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