CPR, Rali de Portugal, Hugo Lopes: “Acordei tarde demais”
Hugo Lopes (Hyundai i20 N Rally2 – Team Hyundai Portugal) viveu muitas dificuldades no Rali de Portugal a contar para o Campeonato de Portugal de Ralis, numa prova marcada por problemas mecânicos desde a primeira especial que condicionaram a sua prestação. Apesar das adversidades, o piloto saiu com aprendizagens importantes.
Logo na PEC 1, Lopes ficou sem travão de mão devido a um problema no diferencial traseiro, o que o obrigou a fazer duas vezes marcha atrás em certos pontos do troço e a perder um tempo precioso. A PEC 2 trouxe mais contrariedades: um acidente neutralizou o troço, resultando numa imputação de um tempo nominal que prejudicou ainda mais a sua classificação geral.
A Super Especial da Figueira da Foz foi um dos poucos momentos positivos da prova. Com o carro já recuperado, Lopes venceu o troço, num registo que ficou isolado numa prova muito complicada. Na sexta-feira de manhã, uma aterragem mal conseguida no salto de Mortágua provocou uma fuga no reservatório da direção assistida, tornando o carro difícil de conduzir durante toda a manhã. A tarde foi também marcada por uma gestão excessivamente conservadora, com o piloto a admitir ter subestimado a capacidade do carro em condições adversas, uma lição que diz guardar para o futuro.
Hugo Lopes explicou os vários desafios que enfrentou ao longo dos dois dias de prova:
“Arrancámos no primeiro troço logo com um problema no diferencial traseiro, ficámos sem travão de mão, fizemos duas vezes marcha atrás e perdemos aí muito tempo. Depois, no segundo troço, infelizmente um colega nosso teve um toque à nossa frente e o troço foi neutralizado, dando-nos um tempo muito maior do que os nossos adversários.”
“Fomos para a Super Especial já com o carro em perfeitas condições e conseguimos vencer. Foi um bom registo — o único deste rali. Hoje queríamos ter entrado bem de manhã, mas uma aterragem mal conseguida no salto de Mortágua fez com que tivesse uma pequena fuga no reservatório da direção assistida. Com isso fiquei com problemas de direção e foi muito duro aguentar durante a manhã. Estou de rastos, porque foi muito difícil.”
“Foi a minha primeira vez com este tipo de carro nestes troços, e estava à espera que houvesse mais problemas e mais furos. Durante a tarde fui salvaguardando demasiado e não ataquei tanto. Acordei tarde demais, só no último troço, e o ritmo não foi bom.”
“Quando o piso está bom, já sei que tenho o ritmo. E ficou a experiência deste ano: já sei que o carro aguenta em condições mais adversas, e isso fica para o futuro.”
“Agora vem a fase de asfalto e estou contente, porque acredito que aí posso conseguir resultados melhores. Tenho mais experiência com este carro no asfalto, no ano passado fiz mais ralis de asfalto. Estes dois últimos ralis não os tinha feito com este carro e sente-se a diferença. Apesar de não conhecer o Rally de Lisboa, acho que posso conseguir um bom resultado.”
The post CPR, Rali de Portugal, Hugo Lopes: “Acordei tarde demais” first appeared on AutoSport.
Share this content:



Publicar comentário