WRC, Rali de Portugal/PEC15/Felgueiras 2: Ogier recupera liderança
A segunda passagem por Felgueiras recolocou Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) no comando do Rally de Portugal: o francês venceu a especial por apenas 0,1 segundos sobre Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1), recuperou a liderança da geral a Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) e chegou ao fim do troço com 4,0 segundos de vantagem.
A classificativa ficou ainda marcada pelo capotanço de Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) logo nos primeiros 600 metros, sem consequências físicas para a dupla, e por condições de piso e meteorologia em constante mudança.
Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) foi terceiro a 2.9s. Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) foi quarto na frente de Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) e Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1).
Estranha foi a sexta posição de Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) que cedeu 4.5s e a liderança da prova a Ogier. Em 8.81 Km, perder 4.5s, deve haver uma explicação.
Filme da especial
Felgueiras 2 começou com a estrada relativamente seca, sem chuva visível à partida, mas o primeiro grande momento surgiu antes mesmo de os tempos começarem a cair: Armstrong capotou o Ford Puma da M-Sport aos 0,6 km da especial. A equipa avisou Josh McErlean por rádio, mas o irlandês só percebeu a situação já dentro do troço, surpreendido ao encontrar o carro do colega. Sesks foi o primeiro a completar, em 5:52,8, descrevendo uma especial muito semelhante à da manhã, apenas com algumas zonas mais húmidas e ainda difícil de interpretar.
McErlean assumiu a primeira referência com 5:50,8, dois segundos melhor do que Sesks, apesar de ter tocado num talude a três curvas do fim e de apanhar chuva ligeira na parte final. Dani Sordo não conseguiu acompanhar esse ritmo: bateu também num talude, marcou 5:53,7 e ficou 2,9 segundos atrás do tempo de referência, reconhecendo que a especial era escorregadia e pouco ao seu gosto. Takamoto Katsuta subiu então a fasquia com 5:47,8, três segundos mais rápido do que McErlean, já sem limpa-para-brisas em funcionamento, sinal de que a chuva podia estar a dissipar-se. O japonês admitiu um carro demasiado macio para aquelas condições, menos enlameadas do que esperava, mas ainda traiçoeiras por causa das pedras e do afloramento rochoso.
Adrien Fourmaux ficou a 0,8 segundos de Katsuta, em 5:48,6, num troço agora mais cavado do que de manhã. O Hyundai voltou a ameaçar desligar-se e obrigou o francês a manter o pé no acelerador, mas o piloto saiu satisfeito com a gestão das condições e atento à possibilidade de nova chuva. Elfyn Evans passou para a frente com 5:47,3, apenas meio segundo melhor do que Katsuta, numa altura em que o sol já surgia sobre a classificativa. Mesmo assim, o galês resumiu a sensação num seco “não foi grande coisa”.
Solberg, líder do rali à partida para a especial, não conseguiu responder. Com sol pleno na sua passagem, perdeu 1,6 segundos para Evans e fechou em 5:48,9, queixando-se de pouca confiança, muitas pedras soltas e da necessidade de poupar pneus. Pajari aproveitou de imediato: assinou 5:44,5, bateu Evans por 2,8 segundos e Solberg por 4,4, aproximando-se para 3,7 segundos do colega de equipa na geral. Faltava Ogier. O francês respondeu sob pressão, parou o cronómetro em 5:44,4 e, por uma margem mínima de 0,1 segundos, roubou a vitória na especial a Pajari e a liderança do rali a Solberg. No final, resumiu o momento com simplicidade: tinha sido preciso forçar para responder, e a tarde prometia continuar em aberto.
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