WRC, Rali de Portugal/PEC14, Paredes 1: Serenata à chuva de Oliver Solberg
Num troço muito sinuoso e lamacento fruto da chuva que se foi intensificando, Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) entrou na especial a 18.6s de Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1), e bateu o francês por 19.1s assumindo desta forma a liderança do Rali de Portugal.
Pelo meio, suplantou também Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) e Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1), que bateu respetivamente por 10.5s e 13.1s. Uma enorme reviravolta num rali que a chuva veio baralhar por completo.
Nem todos apanharam a mesma ‘quantidade’ de chuva e isso fez diferença, como, claro o estado do piso
Ogier disse tudo quanto aos 19,1 segundos perdidos na especial: “Incrível! “Inacreditável. Eu tinha essa sensação, mas dei o meu melhor. Inacreditável. É impressionante. Sinceramente, não sei como foi possível.”
Ogier tem agora 0.5s para recuperar a Solberg, Neuville está a 2.6s da frente, Pajari a 8.1s, e o rali está completamente em aberto não só porque falta ainda muito rali como também porque com a chuva e o piso que está as margens vão ser mais significativas e agora outra ‘música’ vai tocar daqui para a frente. Agora na assistências, todos vão ajustar as afinações para chuva, mas esta manhã a chuva surgiu só em força em Paredes.
Até Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) que começou o dia a 28.1s de Ogier, está agora a 17.8s de Solberg. O Rali de Portugal virado do avesso.
Filme da especial
Não há outra forma de dizer. Solberg virou a manhã de pernas para o ar em Paredes 1. A última especial da manhã começou debaixo de chuva, com todos em pneus macios e a promessa de um troço traiçoeiro em Paredes, com 16,09 km de terra molhada e zonas cada vez mais polidas. Sesks foi o primeiro a enfrentar essas condições, escorregou largo para um talude logo no início, tocou na berma e chegou com a roda traseira direita a abanar, fechando em 12:22,6 depois de descrever vários pontos “como gelo”.
Armstrong aproveitou melhor a afinação mais macia dos amortecedores e pneus novos, apareceu 16,0 segundos mais rápido no quarto parcial e instalou a primeira grande referência em 12:01,7, um registo que o surpreendeu tanto quanto ao resto do pelotão.
McErlean não conseguiu seguir o ritmo do colega da M-Sport e terminou 12,9 segundos atrás, satisfeito sobretudo por ter passado sem erros num troço em mudança constante. Sordo perdeu muito tempo na parte final, fechou em 12:26,6 e revelou um problema de transmissão, ainda que considerasse que a especial até oferecia aderência aceitável em algumas zonas. Katsuta surgiu depois com 12:07,6, muito cauteloso perante as dúvidas sobre o nível de ‘grip’, antes de Fourmaux, avisado por rádio de que o setor de asfalto estava muito escorregadio, marcar 12:03,5 e colocar-se a 1,8 segundos de Armstrong, satisfeito com a condução numa mistura difícil de seco, molhado e novamente seco.
Evans travou então a surpresa e retirou 1,3 segundos ao tempo de Armstrong com 12:00,4, embora sem grande entusiasmo com a própria prestação. A resposta mais forte chegou de Solberg: 11:53,2, menos 7,2 segundos do que Evans, leitura perfeita da aderência e nova viragem na luta pela geral, apesar de continuar a pedir mais tração. Pajari ficou 10,5 segundos acima dessa marca, caiu de terceiro para quarto da geral e abriu a porta à ascensão do sueco. Neuville também não resistiu, perdeu 13,1 segundos para Solberg e desceu para segundo no rali, antes de Ogier fechar a especial com 12:12,3, ceder 19,1 segundos e entregar a liderança ao piloto da Toyota, que assinou a grande reviravolta da manhã.
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