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Antigo primeiro-ministro Édouard Philippe candidata-se às presidenciais para “fazer avançar a França”

Antigo primeiro-ministro Édouard Philippe candidata-se às presidenciais para “fazer avançar a França”

O antigo primeiro-ministro francês e presidente do partido Horizontes, o centrista Édouard Philippe, apresentou este domingo a sua candidatura às eleições presidenciais de 2027 para “fazer avançar a França” para além das ideologias.
“O meu objetivo é fazer a França avançar”, disse o presidente do município da estância balnear atlântica de Le Havre, durante um evento do seu partido em Reims (norte), a maior cidade governada pelo Horizontes, para apresentar a sua estratégia de campanha para a corrida ao Eliseu, previstas para abril do próximo ano.
Philippe, que se recusou a “pedir desculpa” por ter sido o “primeiro primeiro-ministro” do primeiro mandato do presidente Emmanuel Macron, começou hoje a delinear a estrutura da sua futura campanha para as eleições presidenciais de 2027, com a criação de uma “liderança colegiada” e o apelo para um grande evento político a 5 de julho em Paris.
No seu discurso, Philippe afirmou que uma “nova fase” do seu projeto político está a começar, que começou a 9 de outubro de 2021 com a fundação do Horizontes, e que terá de “expandir-se muito para lá” da sua formação, com vista a uma futura “recomposição” do panorama político francês.
“A minha candidatura vem de longe. Nasceu em outubro de 2021, quando criámos este partido. Porque uma candidatura presidencial não é improvisada e, ao contrário de outros, ser candidato não é a minha profissão”, disse ele, numa clara alusão aos líderes da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, e à extrema-direita, Marine Le Pen, que já concorreram em três eleições para o Eliseu.
O líder centrista anunciou que a liderança da será composta pelo secretário-geral de Horizontes e presidente da câmara de Angers, Christophe Béchu; a deputada do partido presidencial Renascimento, Marie Guévenoux; e o eurodeputado e delegado geral do seu partido, Gilles Boyer.
“A transição para esta nova fase ligada à campanha presidencial obriga-nos a não permanecer dentro das fronteiras do partido e a avançar para uma organização mais aberta”, justificou Philippe.
O antigo chefe de governo insistiu que as eleições presidenciais de 2027 envolverão uma profunda reorganização política em França.
“A eleição presidencial será também uma eleição de recomposição. Teremos de criar um novo espaço político para construir uma nova maioria” para além do Horizontes, defendeu.
E resumiu: “Produzir, proteger, educar, cuidar; esses são os pontos cardeais, o ADN do nosso projeto”, que será orientado para a “prosperidade e não para o decrescimento”, que “será contundente para garantir a restauração da ordem” e que investirá “massivamente” na educação pública e na saúde.
Philippe também anunciou a realização de um comício a 5 de julho no estádio Adidas Arena, em Paris, e até lá aspira alcançar 50.000 membros, mais 10.000 do que o partido afirma ter atualmente.
O centrista planeia organizar mil reuniões políticas em residências particulares nas próximas semanas.
Outros candidatos já confirmados são Jean-Luc Mélenchon, do partido de esquerda radical A França Insubmissa (LFI, na sigla em francês), que se candidata pela quarta vez, e o antigo ministro do Interior Bruno Retailleau, presidente do partido conservador Os Republicanos.
A extrema-direita segue à frente nas sondagens, com cerca de 32% das intenções de voto, embora ainda não se saiba se Marine Le Pen pode concorrer, devido aos processos judiciais em que está envolvida, ou se avançará Jordan Bardella, presidente do partido União Nacional.

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