Mercado petrolífero arrisca perder 100 milhões de barris por semana se Ormuz não reabrir, alerta CEO da Aramco
O mercado petrolífero arrisca-se a perder cerca de 100 milhões de barris por semana devido à crise no Estreito de Ormuz, alerta o diretor executivo da Aramco, a petrolífera estatal saudita. As perdas já chegam a mil milhões de barris e, caso este cenário se mantenha, as perturbações prolongar-se-ão até ao próximo ano.
“Esperamos um racionamento da procura enquanto a oferta permanecer sob disrupção no Estreito de Ormuz. Se os fluxos normais forem retomados, antecipamos um regresso robusto a uma procura em crescimento”, resumiu Amir Nasser em declarações à Reuters esta segunda-feira.
Apesar das tensões globais no sector, fruto da guerra iniciada pelos EUA e Israel contra o Irão, a Aramco viu os seus lucros dispararem 25% no primeiro trimestre à boleia de preços consideravelmente mais elevados do petróleo. Ainda assim, o CEO da petrolífera saudita fala num “objetivo simples: manter o fluxo de energia, mesmo quando o sistema estiver sob tensão”.
O tráfego marítimo na passagem do Golfo Pérsico, por onde circula cerca de 20% da oferta mundial de petróleo, foi praticamente interrompido pela Guarda Revolucionária Islâmica Iraniana na sequência dos ataques conjuntos entre EUA e Israel que mataram o Líder Supremo, o Ayatollah Khomeini, e lançaram a região no caos.
Amir Nasser ilustrou as perturbações, explicando que o número de embarcações a atravessar o estreito havia colapsado de à volta de 70 por dia antes das hostilidades para apenas duas ou três atualmente. Este cenário significa que o mercado perdeu já mais de um milhão de barris e, caso as perturbações se prolonguem por mais algumas semanas, os efeitos negativos poderão sentir-se até 2027.
Share this content:



Publicar comentário