Trump rejeita resposta “inaceitável” do Irão a plano de paz. Preços do petróleo sobem
A rejeição imediata por Donald Trump da resposta do Irão a uma proposta de paz americana fez disparar os preços do petróleo esta segunda-feira, em meio a receios de que o conflito, com dez semanas, se prolongue, mantendo o tráfego no Estreito de Ormuz paralisado, indica a agência “Reuters”
Dias depois de os EUA terem apresentado uma proposta com vista à reabertura de negociações, o Irão divulgou no domingo uma resposta centrada no fim da guerra em todas as frentes, em especial no Líbano, onde Israel — aliado dos EUA — combate os militantes do Hezbollah apoiados pelo Irão.
Teerão incluiu também uma exigência de compensação pelos danos de guerra e sublinhou a soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz, segundo a televisão estatal iraniana. Pediu ainda o fim do bloqueio naval americano, garantias de que não haverá novos ataques, o levantamento das sanções e o fim da proibição americana das vendas de petróleo iraniano, de acordo com a agência semi-oficial Tasnim.
Poucas horas depois, Trump rejeitou a proposta iraniana numa publicação nas redes sociais.
“Não gosto — TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu no Truth Social, sem adiantar mais detalhes.
Os EUA tinham proposto um cessar-fogo antes do início de negociações sobre questões mais sensíveis, incluindo o programa nuclear iraniano.
Os preços do petróleo subiram mais de quatro dólares por barril esta segunda-feira na sequência da notícia do impasse prolongado, que mantém o estreito Estreito de Ormuz praticamente encerrado. Antes do início da guerra, a 28 de Fevereiro, a via aquática transportava um quinto dos fluxos mundiais de petróleo e gás natural liquefeito, tendo-se tornado num dos principais pontos de pressão do conflito.
“O mercado petrolífero continua a reagir como uma máquina de títulos geopolíticos, com os preços a oscilar bruscamente em função de cada comentário, rejeição ou aviso proveniente de Washington e de Teerão”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista sénior de mercados da Phillip Nova.
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