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Siemens teve quebra de 8% no lucro no segundo trimestre

Siemens teve quebra de 8% no lucro no segundo trimestre

A Siemens apresentou um lucro líquido de 2,2 mil milhões de euros no segundo trimestre, uma quebra de 8% face ao período homólogo. No mesmo período teve um aumento na receita de 6% (excluindo efeitos de conversão cambial e de portefólio) para os 19,7 mil milhões de euros, mas em termos atuais o crescimento foi nulo face ao ano passado.
O lucro por ação antes da alocação do preço de compra (EPS pre PPA) atingiu os 2,81 euros, menos 6% face ao ano anterior, e o fluxo de caixa livre do grupo, proveniente de operações continuadas e descontinuadas, subiu para os 1,7 mil milhões de euros, mais 71% quando comparado com o ano anterior
“As encomendas subiram 18% numa base comparável para 24,1 mil milhões de euros. O rácio de encomendas recebidas e faturação (book-to-bill) situou-se em 1,22. E a carteira de encomendas atingiu um novo recorde de 124 mil milhões de euros no final do segundo trimestre deste ano”, reportou a empresa.
No primeiro semestre o negócio digital da Siemens cresceu 19%, ficando acima da meta de 15% que foi definida pela empresa em novembro de 2025.
“Alcançámos um segundo trimestre bem-sucedido apesar do contexto geopolítico, que continua muito exigente. A Siemens está a beneficiar da sua força tecnológica e do seu forte posicionamento em mercados-chave de crescimento. A Digital Industries e a Smart Infrastructure registaram um desempenho global impressionante – prova clara de que estamos numa trajetória de crescimento rentável. Com o Eigen Engineering Agent estamos a reforçar ainda mais a nossa posição de liderança em IA Industrial e vemos a inteligência artificial (IA) como um claro motor de crescimento do nosso negócio de hardware, software e serviços”, disse o presidente e CEO da Siemens AG, Roland Busch.
“O desempenho sólido das nossas áreas de negócio operacionais e o nosso fluxo de caixa livre forte comprovam a nossa resiliência. Como resultado, estamos muito bem posicionados para alcançar os objetivos anuais do grupo. Ao mesmo tempo, ao anunciar o novo programa de recompra de ações, estamos a permitir que os nossos acionistas participem no nosso sucesso. Desta forma, continuamos a nossa rigorosa política de alocação de capital”, acrescentou a responsável financeira da Siemens, Veronika Bienert.
A empresa aprovou um novo programa de recompra de ações de até seis mil milhões de euros, com uma duração de até cinco anos. “Esta iniciativa permitirá à empresa dar continuidade ao seu ambicioso programa de recompra de ações, mantendo, simultaneamente, flexibilidade em tempos mais desafiantes”, salientou a organização.

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