Insolvências disparam mais de 20% em março e abril com forte impacto regional
As insolvências de empresas registaram disparos homólogos de 22,2% em março e de 21,0% em abril de 2026, de acordo com o mais recente comunicado da Allianz.
Apesar do forte aumento nestes dois meses, a seguradora esclarece que o cenário não traduz uma fragilidade generalizada da economia nacional. No acumulado do ano até abril, o crescimento das insolvências fixa-se nuns moderados 6,3%. Ainda assim, os dados recentes sinalizam um contexto de negócios muito mais exigente, marcado por custos elevados, pressão sobre as margens de lucro e incerteza internacional.
As pequenas estruturas continuam a ser as principais vítimas da volatilidade do mercado. As microempresas concentram 64,3% do total de insolvências em Portugal, justificado pela sua maior exposição a problemas de liquidez imediata.
Lisboa e Porto continuam a liderar os números absolutos de insolvências devido ao seu peso económico, mas com comportamentos opostos. O Porto registou uma melhoria de 9,9%, enquanto Lisboa sofreu uma subida moderada de 4,1%.
Os maiores motivos de preocupação surgem noutros distritos do país. Setúbal viu as insolvências dispararem 50%, Braga registou um aumento de 32,2% e Leiria cresceu 17,9%. A Allianz recomenda um acompanhamento próximo destas regiões.
O futuro próximo mantém-se desafiante e muito dependente da geopolítica global. A Allianz alerta diretamente para os riscos do persistente bloqueio no Estreito de Ormuz.
Esta situação poderá provocar perturbações prolongadas no abastecimento global de petróleo, gás e outras matérias-primas. O impacto colateral desta crise — traduzido em pressão inflacionista, quebra de confiança dos mercados e menor crescimento económico — tem o potencial de agravar ainda mais o ritmo de falências em Portugal nos próximos meses.
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