Paquistão anuncia progressos significativos nas conversações entre Irão e EUA
O Paquistão, mediador nas negociações entre Estados Unidos e Irão para o fim da guerra, afirmou este sábado que as conversações realizadas nas últimas 24 horas em Teerão resultaram em “progressos encorajadores” rumo a um “entendimento final”.
“As intensas negociações realizadas nas últimas 24 horas resultaram em progressos encorajadores rumo a um entendimento final”, afirmou a Ala de Media do Exército Paquistanês (ISPR) num comunicado, no final da visita de mediação do chefe do exército, Asim Munir, à capital iraniana.
Teerão e Washington referiram este sábado um avanço nas negociações, após semanas de tensões e consultas diplomáticas.
“Após várias semanas de conversações bilaterais, há uma tendência para a aproximação” em relação às posições norte-americanas, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, na televisão estatal, revelando que Teerão estava na “fase de finalização” de um memorando de entendimento com Washington com vista a cessar hostilidades.
“Isto não significa necessariamente que nós e os Estados Unidos cheguemos a um acordo sobre as questões importantes”, ressalvou.
Baghaei afirmou que a questão nuclear não faz parte do acordo em discussão “nesta fase”.
Minutos antes, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que havia “uma hipótese” de o Irão aceitar um acordo para acabar com a guerra já este sábado.
“É possível que mais tarde hoje, amanhã ou dentro de alguns dias, tenhamos informações para partilhar”, disse Rubio aos jornalistas em Nova Deli, acrescentando que esperava ter “boas notícias”.
As partes mantêm um frágil cessar-fogo desde 8 de abril – que interrompeu o conflito iniciado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica – e realizaram a única ronda de conversações formal três dias depois em Islamabad, que não produziu resultados, e desde então prosseguem negociações indiretas.
O Irão continua a exercer ameaça militar no estreito de Ormuz, atingindo os preços globais de bens petrolíferos, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos como forma de asfixiar a economia da República Islâmica.
As negociações são centradas no estreito de Ormuz, no programa nuclear e de produção de mísseis de longo alcance do Irão, bem como no seu apoio a grupos armados no Médio Oriente, como o Hezbollah libanês e o Hamas palestiniano, e nos bens iranianos congelados no estrangeiro e sanções internacionais contra Teerão.
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