GP Canadá, Max Verstappen: ” A F1 precisa de ser mais pura”
Max Verstappen voltou a pedir uma F1 mais pura e com menos gestão de energia. Depois de o GP do Canadá nos ter proporcionado um excelente espetáculo, os pilotos foram novamente confrontados com a questão da gestão de energia. Verstappen não se afastou um milímetro da sua posição inicial.
Segundo o piloto da Red Bull, há necessidade de regressarmos a uma F1 mais pura. A sua experiência nas 24h de Nurburgring mostrou-lhe como o desporto pode ser simples, puro e entusiasmante. O tetracampeão reconheceu que a F1 está agora demasiado confusa e tem esperança que o próximo ano traga melhorias significativas:
“Para mim, especialmente esta época, também corri noutros tipos de carros, e sobretudo na semana passada isso recorda-me como o desporto motorizado puro pode ser e como a corrida pode ser fantástica. Quando volto à Fórmula 1, a maioria dos pilotos somos os melhores do mundo — mesmo que nos déssemos um carro de aluguer, daríamos um bom espetáculo. Não tem nada a ver com as regras nesse sentido. Mas enquanto conduzo, sim, é tudo um pouco confuso. Não é o que a Fórmula 1 devia ser. É demasiado complexo.
A maioria das regras, os adeptos nem sequer sabem com o que lidamos a conduzir — o que é permitido quando estamos atrás ou à frente, o que fazer numa volta de formação, quanto de bateria podemos carregar. Tudo isso é uma pena. A F1 precisa de ser mais pura. Espero que o que tentam fazer no próximo ano avance, porque é o mínimo necessário para tornar isto um pouco mais natural e puro. Mas como pilotos, deem-nos qualquer carro — vamos sempre lutar e dar um bom espetáculo”.
Lewus Hamilton – “Definitivamente não é natural”
Também Lewis Hamilton, defensor desta regulamentação, reconheceu que a questão da gestão de energia não é positiva:
“Definitivamente não é natural. A potência cai a meio da reta e as rotações começam a baixar — não é o que o desporto motorizado devia ser. O motor devia estar a fundo até ao fim da reta. Nos tempos dos V8 ou V10 era assim. É um elemento diferente. Acho que o carro, fundamentalmente, é uma melhor conceção e podemos seguir de perto, e essa é a melhor parte. A parte da potência é menos entusiasmante”.
Kimi Antonelli – “Mais natural em comparação com o que era em Melbourne”
Kimi Antonelli, o mais jovem dos três, salientou que as mudanças aplicadas pela FIA melhoraram o cenário:
“Por vezes o sistema surpreende-me um pouco. Com as mudanças feitas e a margem adicional que a FIA deu às equipas, definitivamente ajudou a facilitar as coisas. Os carros, pelo menos por agora, são muito melhores para seguir do que no ano passado. Na parte da unidade motriz não me posso queixar, a equipa fez um trabalho incrível, mas ainda há trabalho a fazer. Será interessante ver o que vai acontecer nos próximos anos se o regulamento mudar, mas já agora está muito melhor do que no início da época, e para mim está a tornar-se mais natural em comparação com o que era em Melbourne”.
Foto: Philippe Nanchino /MPSA
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