TAP atinge recorde de receitas, na manutenção e de passageiros apesar da guerra
A TAP bateu vários recordes no início do ano face aos primeiros trimestres da companhia aérea desde 2019, com máximos nas receitas, na manutenção e no número de passageiros, num momento em que a guerra no Médio Oriente já tinha arrancado, pois os primeiros ataques tiveram início no final de fevereiro.
Entre janeiro e março, a empresa transportou mais de 3,734 milhões de passageiros atingindo os 3,5 milhões registados em 2023, 2024 e 2025.
Em termos de receitas com a venda de bilhetes, a companhia registou também a melhor performance nos últimos sete anos: 810 milhões de euros, batendo a anterior melhor marca: 775 milhões em 2024.
Em termos de receitas totais, novo recorde desde 2019: 915 milhões de euros, ultrapassando a marca máxima anterior: 862 milhões de euros em 2024.
Na manutenção também há um recorde: mais de 58 milhões gerados, ultrapassando os 45 milhões de euros de 2024.
Somente na carga é que não houve recorde, com 37 milhões de euros de receita, muito abaixo dos 65 milhões de 2022.
Olhando para o primeiro trimestre de 2026 face a período homólogo, as receitas cresceram 11% para 915 milhões, à boleia do “forte crescimento das receitas de passagens”, com as receitas por passageiro a subirem mais de 6% para 6,3 euros, com a ajuda do aumento de capacidade (+4%). A companhia também viu o segmento de manutenção para terceiros a subir 32%.
O número de passageiros transportados subiu mais de 6% para 3,7 milhões, “impulsionado sobretudo pelos mercados da América do Sul e da América do Norte” com crescimentos de 15% e 10%, respetivamente.
O EBITDA recorrente subiu 93 milhões para 95 milhões, com as margens a subirem 10 pp, “refletindo uma forte melhoria da performance operacional, apesar da sazonalidade típica do primeiro trimestre”.
A transportadora destaca também a posição de liquidez de 880 milhões de euros, com o rácio de dívida financeira líquida/EBITDA situou-se em 2,2 vezes, estrutura financeira sólida.
A frota da TAP contava com 99 aeronaves no final de março, tendo recebido um A320neo que ainda estava em fase de entrada em operação nesta altura.
O presidente-executivo da TAP destacou o “desempenho robusto no arranque do ano, com uma melhoria significativa face ao ano anterior”
Luís Rodrigues sublinhou o “claro foco na execução da estratégia, com os mercados da América do Sul e da América do Norte a
continuarem a desempenhar um papel relevante no crescimento da operação e das receitas”, mas também destacou, pela negativa, os “constrangimentos contínuos nas cadeias de abastecimento e por desafios operacionais na implementação do sistema Entry/Exit nos aeroportos europeus”.
Sobre a subida dos preços de combustível, apontou que o impacto no primeiro trimestre foi “limitado, refletindo o habitual desfasamento na revisão de preços, sendo expetável que os efeitos do aumento dos preços de combustível virão a pressionar os próximos trimestres, mantendo‑nos focados na sua mitigação através de uma gestão disciplinada da capacidade, controlo rigoroso de custos e gestão ativa da receita”.
Em termos de combustível para este ano, a TAP destaca que já conta com 47% do seu consumo de combustível para 2026 já comprado, o que lhe permite ir apenas aos mercados para comprar cerca de metade.
A transportadora sublinha também que a sua rede não está exposta à guerra do Médio Oriente, tendo adiado o regresso da rota Lisboa-Tel Aviv.
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