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Álvaro Santos Pereira quer que novas restrições ao crédito sejam obrigatórias

Álvaro Santos Pereira quer que novas restrições ao crédito sejam obrigatórias

O Governador do Banco de Portugal (BdP) sugere ao Governo que as medidas para restringir a concessão de empréstimos às famílias sejam obrigatórias. “Estamos dispostos a equacionar eventuais alterações sobre recomendações para o financiamento de casas para os mais jovens, mas fazemos principalmente um apelo aos legisladores: está na hora de as regras macroprudenciais serem vinculativas, disse Álvaro Santos Pereira na conferência de imprensa de apresentação do relatório de estabilidade financeira do Banco de Portugal. É isso que “se passa na grande maioria dos países europeus”, afirmou. São as “melhores práticas internacionais”.
E por que razão deve ser vinculativa? “Quando há uma recomendação, pode ou não ser cumprida. Se for vinculativa, os bancos têm de cumprir, senão há sanções”, responde Álvaro Santos Pereira.
O governador reitera que “o nível nacional, o principal risco interno é uma eventual correção dos preços do mercado imobiliário” e indica que “o Banco de Portugal está neste momento a falar com diversos agentes económicos para promover uma alteração da sua recomendação macrocredencial”.
“Estamos a propor uma diminuição da taxa de esforço de 50% para 45%, uma redução das exceções permitidas”, bem como “uma alteração das maturidades”, nota Álvaro Santos Pereira, acrescentando que “a maturidade média de 30 anos não está a ser cumprida”. O país deve evitar “maturidades e taxas de esforço demasiado elevadas”, alerta.
“É fácil dizer que não há risco nenhum”, sublinha o governador, mas “quando as regras macroprudenciais não são exigentes o suficiente, mais cedo ou mais tarde, começam a surgir problemas”. O responsável afirma que “relaxar muitos os constrangimentos vai dar maus resultados”.
Em atualização

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