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Rali de Lisboa: Guilherme Meireles ‘tira’ 65.8s aos cronos do 1º dia: “os tempos hoje foram muito diferentes”

Rali de Lisboa: Guilherme Meireles ‘tira’ 65.8s aos cronos do 1º dia: “os tempos hoje foram muito diferentes”

Guilherme Meireles viveu um Rali de Lisboa em dois atos bem distintos: fechou a primeira etapa com dúvidas profundas sobre o ritmo e a adaptação ao carro, mas respondeu no segundo dia com uma melhoria expressiva, retirando 65,8 segundos aos tempos que tinha feito na véspera nos mesmos troços.
A recuperação não alterou apenas os cronómetros; deu também ao piloto uma base concreta para perceber onde estava a perder rendimento e como pode evoluir nas próximas provas.
Primeiro dia expôs dificuldades de adaptação
No final da sexta-feira, Meireles não escondeu a frustração com a distância para os mais rápidos. Com poucos quilómetros de teste e sem conhecimento prévio da prova, o piloto já previa dificuldades, mas admitiu surpresa com o fosso verificado em estrada: “Foi muito difícil. Para ser sincero, estou ainda um bocado baralhado”, confessou.
O piloto explicou que não esperava estar ao nível dos da frente, mas também não contava “estar tão longe”, reconhecendo desde cedo que havia zonas em que não estava a explorar o potencial do carro. Num rali que definiu como “mesmo muito rápido”, deixou em aberto a necessidade de perceber melhor o que estava a fazer menos bem, quer ao nível da condução, quer na forma de tirar partido da mecânica.
Segundo dia trouxe respostas e mais de um minuto de ganho
A resposta surgiu no sábado. Em condições semelhantes e nos mesmos troços, Meireles conseguiu retirar 1m05,8s ao registo acumulado do dia anterior, numa evolução que o próprio classificou como um passo importante: “Hoje foi bastante melhor. Ontem, realmente, foi um dia muito difícil para nós, foi um choque de realidade”, afirmou. O piloto assumiu que a preparação para esta prova “não foi a ideal”, mas sublinhou que a equipa entrou no segundo dia com a consciência de que havia “muita coisa a melhorar”.
Chassis e travagem explicam a diferença
Segundo Meireles, a principal limitação identificada esteve na forma como estava a utilizar o carro, sobretudo em comparação com a experiência anterior em Rally4. “Essencialmente, não estava a utilizar nem pouco mais ou menos aquilo que é o potencial do carro”, explicou.
O piloto detalhou que a principal diferença está no aproveitamento do chassis, sobretudo “em curvas com carga e nas travagens”, áreas em que reconheceu margem significativa para crescer. “E quando é assim, a diferença para o Rally4 não existe”, observou, acrescentando que a melhoria foi evidente “a olhos vistos”.
Apesar do progresso, Meireles mantém um diagnóstico prudente. “Os tempos hoje foram muito diferentes, mas ainda há muito por fazer”, afirmou. Ainda assim, a leitura final é mais otimista do que a do primeiro dia: a recuperação confirmou capacidade de adaptação e deixou o piloto convicto de que, com trabalho, os resultados acabarão por aparecer. “Vamos continuar a trabalhar e tenho a certeza que mais tarde ou mais cedo vamos chegar lá.”
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