ARCOlisboa 2026 ultrapassa os 15 mil visitantes e faz “balanço positivo” de dez anos no terreno
Uma década de Feira Internacional de Arte Contemporânea ARCOlisboa e nove edições no emblemático espaço da Cordoaria Nacional. Terminada a edição de 2026, em que participaram 83 galerias provenientes de 17 países, e que se voltou a afirmar como um ponto de encontro para colecionadores, galeristas, artistas e profissionais das artes, é tempo de balanço.
Segundo Maribel López, diretora da ARCOlisboa, “a qualidade e diversidade das propostas apresentadas pelas galerias, juntamente com o envolvimento das instituições da cidade, contribuíram para gerar um contexto especialmente favorável ao colecionismo, consolidando a confiança dos profissionais e colecionadores internacionais”, como se pode ler em comunicado. O balanço é positivo e, informa a organização, “desde o primeiro dia da feira foram confirmadas aquisições como as da Câmara Municipal de Lisboa, que adquiriu um total de 25 obras de 17 artistas.”
A estas juntam-se as aquisições da Fundação ARCO que, com a assessoria de Tania Pardo, diretora do Museo Centro de Arte Dos de Mayo, e Sandra Guimarães, diretora do Museu Helga de Alvear, adquiriu obras dos artistas Susana Rocha, da Galería ATM (Gijón), e Diogo Nogueira, da Galeria Presença (Porto).
O balanço é, também, positivo em termos de adesão de público. A feira estima ter ultrapassado os 15.000 visitantes e destaca uma “presença significativa de público jovem”, sustentada pela medida que a Feira adota pelo segundo ano consecutivo, de promover “o acesso gratuito a menores de 25 anos durante a sexta-feira e o sábado, com o apoio do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto.”
Mais público e mais prémios
“O número de prémios atribuídos na ARCOlisboa continua a crescer, refletindo o crescente compromisso de empresas e instituições nacionais e internacionais com a arte contemporânea e com a feira enquanto plataforma de apoio à criação artística.” Palavras da organização, que justifica o crescente interesse na associação ao evento através do patrocínio destes galardões como uma forma de reconhecimento do “trabalho das galerias, artistas e curadores participantes.”
É o caso da galeria portuguesa Lehmann, vencedora do IV Prémio Fundação Millennium bcp para o Melhor Stand na ARCOlisboa, após a deliberação do júri composto por Defne Ayas, diretora do Van Abbemuseum, e Francisca Gigante, curadora. Já o I Prémio de Aquisição FLAD na ARCOlisboa 2026 foi atribuído à artista Catarina Dias, da galeria Jahn und Jahn, e ao artista Pedro Vaz, da Kubikgallery, prova do “interesse da Fundação em acompanhar ativamente o desenvolvimento do sistema artístico nacional.”
Também pelo sétimo ano consecutivo, a ARCOlisboa entregou o Prémio Opening Lisboa, cujo júri, composto porÖvül Durmuşoğlu, curadora independente, Ines Goldbach, diretora do Kunsthaus Baselland, Ana Laguna, curadora da Kunsthalle Lissabon, Catalina Lozano, curadora-chefe do Artium Museoa, e Agustina Strüngmann, diretora da Salta Art Foundation, distinguiu a galeria chilena Espacio218, com os artistas Javiera Gómez e Noël Saavedra. As galerias Remota, da Argentina, e Plato, de Portugal, receberam igualmente uma menção honrosa pela qualidade das suas propostas. De destacar ainda o I Prémio de Aquisição Coleção Kells, atribuído à artista Elena Núñez Mallén, da Galeria Vangar, da secção Opening.
O MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins – atribuiu, pelo segundo ano consecutivo, o Prémio de Aquisição MACAM, selecionando uma obra de Ângela Ferreira, da galeria Arte de Gema, para integrar a coleção permanente do museu. Enquanto a Fundação Vasco Vieira de Almeida reforçou a sua coleção através da aquisição de uma obra do artista Vasco Araújo, da galeria Francisco Fino.
A próxima edição da ARCOlisboa já tem data marcada: 27 a 30 de maio de 2027. A Cordoaria Nacional, em Lisboa, será, de novo, a montra da Feira.
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