Startup portuguesa lança plataforma para gerir colaboradores e agentes de IA nas empresas
A startup portuguesa TiJUBU anunciou o lançamento de uma plataforma que pretende criar uma nova categoria de gestão organizacional, designada “Workforce Autonomics”, combinando a gestão de colaboradores humanos e agentes de inteligência artificial num único sistema. A empresa, fundada por Rui Luz e Sónia Abreu, surge após mais de duas décadas de experiência dos seus fundadores em projetos de transformação organizacional e gestão de pessoas em empresas de diferentes dimensões na Europa.
Segundo a empresa, a plataforma foi concebida para responder às profundas mudanças no mercado de trabalho, marcado por modelos de emprego mais flexíveis, pela crescente procura de propósito profissional e pela integração de agentes de IA nas operações das organizações. A solução acompanha a jornada profissional de colaboradores e sistemas de inteligência artificial através de 12 módulos integrados, abrangendo áreas como cultura organizacional, liderança e desenvolvimento de carreira.
A TiJUBU afirma que a sua tecnologia permite gerir diferentes perfis profissionais através de uma matriz comum e adaptável, possibilitando que cada colaborador seja avaliado, desenvolvido e recompensado de acordo com as suas características específicas, sem comprometer a coerência global da organização. O modelo assenta num framework proprietário denominado “Anticipate > Rewire > Grow > Become”, desenvolvido para antecipar necessidades organizacionais e promover a evolução contínua das equipas.
Financiada exclusivamente com capitais próprios dos fundadores, sem recurso a investimento externo, a empresa revela já contar com dois clientes ativos e um pipeline comercial global superior a 20 milhões de euros. Nesta fase, a startup está focada na validação do produto, no desenvolvimento contínuo da plataforma e na captação de investimento junto de fundos de capital de risco e business angels.
Em paralelo, a empresa anunciou também o lançamento do módulo Pay Intelligence, desenvolvido para ajudar as organizações a responder às exigências da Diretiva Europeia da Transparência Salarial, cujo prazo de transposição para a legislação portuguesa terminou a 7 de junho de 2026. A solução pretende permitir que as empresas justifiquem de forma objetiva e auditável as diferenças salariais entre trabalhadores, um dos requisitos centrais da nova regulamentação europeia.
De acordo com a TiJUBU, o novo módulo integra arquitetura de funções, competências e bandas salariais numa única plataforma, permitindo automatizar revisões salariais, monitorizar riscos de desigualdade remuneratória e fornecer aos colaboradores maior transparência sobre os critérios de progressão e remuneração. A empresa considera que as organizações que começarem desde já a adaptar os seus processos estarão mais preparadas para cumprir as futuras obrigações de reporte previstas para 2027.
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