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Emmanuel Macron convida países do Golfo para o encontro do G7

Emmanuel Macron convida países do Golfo para o encontro do G7

Líderes do Egito, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos serão convidados a participar numa sessão do G7 em França, na próxima semana, para discutirem a guerra com o Irão, afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron. A principal sessão da cimeira terá lugar na próxima terça-feira e concentrar-se-á no encerramento do Estreito de Ormuz, que tem “um impacto real nas nossas economias”, devido, em particular, à alta dos preços dos combustíveis, e nas “negociações sobre o Irão”, disse Macron.
O objetivo de Macron ao convidar o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, e os líderes do Qatar, Emirados Árabes Unidos e Egito é garantir que as nações do Golfo e parceiros regionais participem ativamente nas conversações e na tentativa de ser encontrada uma solução para a crise no Médio Oriente.
A cimeira do G7 de 2026, marcada para os dias 15 a 17 de junho em Évian-les-Bains, será fortemente marcada pela gestão da crise geopolíticas e pelos desequilíbrios económicos mundiais. A presidência francesa, rotativa, desenhou o encontro para ser o mais abrangente possível – indo de alguma forma contra o figurino do costume, bastante mais centrado nos sete países que fazem parte do grupo e num ou outro país convidado.
Além de alguns dos líderes do Médio Oriente, Emmanuel Macron estendeu o convite a outros países de peso internacional. Volodymyr Zelensky, o presidente ucraniano, marcará presença para tentar reconstruir o consenso e reforçar o apoio ocidental à Ucrânia. Mas também potências emergentes como o Quénia e a Índia têm presença confirmada. Brasil e a Coreia do Sul também foram convidados para se juntarem ao G7 (França, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália, Canadá e Japão). António Costa como presidente do Conselho Europeu e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, lá estarão também. O presidente norte-americano Donald Trump também é esperado para participar.
A crise no Médio Oriente e as consequências para o setor energético estão no centro do debate. O foco imediato está no encerramento e na segurança do Estreito de Ormuz, mas as tensões com o Irão e a segurança das infraestruturas globais de energia serão também abordados. Inteligência Artificial, alterações climáticas, saúde global e a eficácia da ajuda ao desenvolvimento sustentável completam as prioridades da agenda francesa.
Para antes da cimeira, Macron agendou uma videoconferência especial com a China e com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O objetivo é debater as tensões comerciais.

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