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Mundial vai injetar 41 mil milhões de dólares no PIB dos países anfitriões

Mundial vai injetar 41 mil milhões de dólares no PIB dos países anfitriões

Um autêntico “jackpot” de milhões em tempos de incerteza. Entre guerras, instabilidade no Médio Oriente e uma crise energética com consequências ainda difíceis de calcular, o Mundial que se inicia esta semana tem o condão de centrar as atenções mediáticas para um trio de países com relações difíceis mas que se vão juntar para albergar a maior competição desportiva do mundo e 48 seleções em busca de um sonho.
Em Portugal, esse impacto está estudado e é animador. O Mundial da FIFA pode ter um impacto económico compreendido entre 378 e 945 milhões de euros, de acordo com estudo do IPAM, sendo que esta diferença explica-se pelo possível desempenho da Seleção portuguesa. Ainda assim, deverá ser o impacto económico o maior de sempre em Portugal associado a uma competição que o país não organiza.
Este impacto pode resultar de quatro fatores principais, segundo este estudo do IPAM: aumento do poder de compra, organização da competição em mercados de elevada capacidade económica, Estados Unidos, Canadá e México, alargamento do Mundial para 48 seleções e 104 jogos, e consolidação da economia digital como nova fonte de valor.
Se em Portugal teremos este impacto, os analistas estimam que por todo o mundo seja de dezenas de milhares de milhões de dólares, com a competição a criar oportunidades relevantes para empresas ligadas ao turismo, hotelaria, publicidade, consumo e apostas desportivas.
Uma análise recente da corretora internacional Freedom24 destaca que o Mundial será muito mais do que um evento desportivo: “Representa um dos maiores impulsos ao consumo global dos próximos anos: viagens aéreas, hotelaria, publicidade e apostas deverão atingir volumes recordes” e além disso, sublinham estes especialistas, há aqui “potencial para gerar oportunidades de investimento em múltiplos setores da economia”.
O maior Mundial da história da competição será também o primeiro a ser disputado em três países e a contar com um número recorde de seleções participantes: 48. E a fazer jus a estes números, é também de esperar receitas absolutamente nunca vistas nos cofres da FIFA. O organismo estima gerar cerca de 11 mil milhões de dólares em receitas durante o ciclo 2023–2026, embora algumas projeções apontem para valores próximos dos 13 mil milhões. Note-se que, em comparação, o ciclo do Mundial do Catar, em 2022, gerou aproximadamente 7,5 mil milhões de dólares.
Este recorde absoluto terá como principais contributos a bilheteira, os programas de hospitalidade e os direitos de transmissão: “As receitas provenientes da venda de bilhetes e dos pacotes de hospitalidade poderão atingir 3,1 mil milhões de dólares – mais de três vezes o valor registado no Catar. Paralelamente, a FIFA espera arrecadar cerca de 4,26 mil milhões de dólares com a venda dos direitos televisivos”, destaca a corretora Freedom24.
A própria FIFA avançou com estimativas de que este Mundial poderá atrair cerca de 6,5 milhões de espectadores aos estádios, um recorde absoluto e quase o dobro da assistência registada no Mundial de 1994, também realizado em território norte-americano.
Realça a corretora Freedom24 que “o impacto económico nos países anfitriões será igualmente significativo”, sendo que a contribuição total para o PIB dos Estados Unidos, Canadá e México está estimada em 40,9 mil milhões de dólares, enquanto a atividade económica global associada ao campeonato poderá atingir 80,1 mil milhões de dólares.

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