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ActivTrades alerta que continuação da subida do dólar pode levar a “correção mais profunda” nas bolsas

ActivTrades alerta que continuação da subida do dólar pode levar a “correção mais profunda” nas bolsas

O analista da ActivTrades Europe, Henrique Valente, alertou que se o dólar norte-americano continuar a valorizar isso pode “significar uma correção mais profunda” nas bolsas. Mas se o movimento for contrário isso pode levar à recuperação dos índices bolsistas.
Isto surge no contexto do selloff ocorrido nas sessões de segunda-feira e de terça-feira que afetou os setores tecnológicos e de semicondutores.
“Na terça-feira, o Nasdaq caiu 2,21% e o S&P 500 recuou 1,44%, pressionados sobretudo pelas ações ligadas aos semicondutores. A queda refletiu em particular dois fatores que começam a pesar sobre os mercados. O primeiro foi o aumento das expectativas de uma Reserva Federal norte-americana (Fed) mais restritiva. A Goldman Sachs alertou para a possibilidade de uma subida de juros já em setembro, caso a inflação continue persistente durante o verão. Esta perspetiva tem apoiado o dólar e pressionado tanto o ouro como os ativos de risco. A geopolítica também teve impacto, sobretudo através do petróleo. A menor perceção de risco sobre o Estreito de Ormuz pressionou os preços do crude em baixa, o que poderia aliviar parte da pressão inflacionista. No entanto, o mercado deu mais peso ao risco de uma Fed mais restritiva e à fragilidade das valorizações no setor tecnológico”, referiu o analista.
“O segundo fator foi o crescente ceticismo em torno da inteligência artificial. Apesar do entusiasmo com o setor, os investidores continuam a questionar se os grandes grupos tecnológicos conseguirão justificar os enormes investimentos em centros de dados, chips e capacidade de computação, sobretudo quando ainda há pouca visibilidade sobre o calendário e a dimensão dos retornos”, acrescentou Henrique Valente.
O analista considera que caso o dólar recue dos máximos recentes nas próximas sessões, “podemos ver uma recuperação dos índices” mas se a moeda norte-americana continuar a valorizar “poderá significar uma correção mais profunda”.
O euro negociou na terça-feira abaixo dos 1,14 dólares, um mínimo de 11 meses, perante a subida das yields das obrigações do Tesouro norte-americano e a incerteza em torno do acordo entre Estados Unidos e Irão.

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