Estados Unidos continuam a liderar reservas mundiais de ouro
Os Estados Unidos continua a liderar as reservas mundiais de ouro.
Os dados da BestBrokers referem que os Estados Unidos possuem reservas de 8,133.46 toneladas avaliadas em 946,9 mil milhões de dólares, seguindo-se a Alemanha com 3,350.25 toneladas (390 mil milhões de euros), a Itália com 2,451.83 toneladas (285,4 mil milhões de euros), a França com 2,436.97 toneladas (283,7 mil milhões de euros), a China com 2,321.55 toneladas (270,2 mil milhões de euros), a Rússia com 2,298.53 toneladas (267,6 mil milhões de euros), a Suíça com 1,039.94 toneladas (121 mil milhões de euros), a Índia com 880.51 toneladas (102,5 mil milhões de euros), o Japão com 845.97 toneladas (98,4 mil milhões de euros), e os Países Baixos com 612.45 toneladas (71,3 mil milhões de euros).
“Enquanto os mercados debatem as taxas de juro e os riscos de recessão, os bancos centrais estão a fazer algo muito mais simples — e muito mais revelador: comprar e vender ouro a um dos ritmos mais sustentados das últimas décadas. Os preços do ouro atingiram múltiplos máximos ao longo de 2025 e continuaram a subir nos primeiros meses de 2026. Enquanto alguns países aceleraram as suas compras para reforçar e diversificar as suas reservas, outros aproveitaram os preços elevados para realizar lucros vendendo parte das suas participações”, salienta a BestBrokers.
Entre as mudanças no ranking destaca-se a passagem da China à Rússia depois de ter acrescentado 15,2 toneladas de ouro este ano, “prolongando uma tendência de acumulação que já dura há vários meses, enquanto a Rússia se “mantém como vendedora líquida, reduzindo as suas reservas” em 27,9 toneladas no acumulado do ano. “A Polónia também subiu no ranking, reforçando a sua posição como o comprador mais activo a nível global, acrescentando 45,4 toneladas em reservas para 2026 até à data e ultrapassando a Turquia, que reduziu as suas reservas em 78,3 toneladas no mesmo período”, acrescentou.
A BestBrokers refere que o Top 5 dos países com mais reservas de ouro “controlam mais de 18.600 toneladas de ouro, avaliadas em quase 2,2 biliões de euros, mais de 50% das reservas globais” de ouro.
“A acumulação constante da China reduziu a diferença em relação aos detentores de reservas europeus, com as suas reservas a atingirem as 2.321,55 toneladas, avaliadas em cerca de 270,29 mil milhões de euros, permitindo-lhe ultrapassar a Rússia e tornar-se o quinto maior detentor oficial de ouro do mundo. A Polónia também continuou a sua rápida ascensão – após três anos consecutivos de compras em grande escala, subiu para o 11º lugar a nível global, com 595,65 toneladas de ouro avaliadas em 69,35 mil milhões de euros. Tendo acrescentado 45,4 toneladas até agora em 2026 – o maior aumento de qualquer banco central este ano – a Polónia continua a ser o comprador de ouro mais agressivo do mundo”, salientou a análise da corretora.
“Do lado das vendas, a Turquia emergiu como a fonte mais significativa de vendas de ouro do sector oficial em 2026, ultrapassando a Rússia após reduzir as suas reservas em mais de 78 toneladas. Grande parte do declínio concentrou-se em Março, quando as reservas caíram aproximadamente 60,4 toneladas, marcando uma das maiores reduções mensais registadas este ano. A venda em massa fez com que a Turquia caísse no ranking global para o 12º lugar, ficando com 535,44 toneladas de ouro, avaliadas em cerca de 62,4 mil milhões de euros. A maioria das transacções da Turquia, no entanto, não foi reportada como reservas oficiais de ouro, mas anunciadas separadamente como operações bancárias destinadas à gestão de liquidez. Se todas as negociações de ouro e alterações nas reservas fossem rastreadas, a Turquia reduziu as suas reservas de ouro em mais de 157,6 toneladas desde janeiro de 2026”, adiantou a corretora.
Suíça liderar ranking per capita no ouro
Os dados da corretora dizem ainda que apesar dos Estados Unidos possuírem a maior reserva de ouro do mundo, ocupam apenas o 12º lugar em termos per capita, com cerca de 23,3 gramas de ouro por pessoa. “A Suíça lidera o ranking per capita graças à sua população relativamente pequena, com mais de 115 gramas por cidadão, quase cinco vezes superior ao nível dos Estados Unidos. O Líbano surge em segundo lugar, com cerca de 50 gramas por pessoa, enquanto a Itália e a Alemanha vêm logo a seguir, com cerca de 41 gramas e 40 gramas per capita, respetivamente. O Qatar, Portugal e França também figuram entre os países com melhor classificação, cada um com cerca de 40 gramas por cidadão”, acrescentou.
“Os bancos centrais continuam a comprar ouro a um ritmo constante, e o sinal importa mais do que a velocidade. Num mercado dominado pelos comentários da Reserva Federal norte-americana (Fed), pelas oscilações do dólar e pelo ruído macroeconómico constante, a procura do sector oficial tornou-se a camada silenciosa, quase invisível, sob a volatilidade. Não acompanha as subidas nem se abala com as quedas. Em vez disso, acumula-se em segundo plano, de forma constante e sem urgência, como se o preço já não fosse a questão principal. Isto cria uma estranha tela dividida nos mercados globais. Por um lado, os traders e investidores reagem em tempo real às expectativas das taxas de juro, aos dados da inflação e a cada alteração no momentum do dólar norte-americano. Do outro, os gestores de reservas operam num horizonte muito mais longo, continuando a aumentar a exposição a um ativo que está fora do passivo e da exposição geopolítica do sistema bancário. O ouro, neste sentido, não está a ser repaginado ou reinventado, está a ser realocado, silenciosa e repetidamente, um balanço de cada vez”, disse o analista da BestBrokers, Alan Goldberg.
Share this content:


Publicar comentário