PCP quer medidas excecionais para acelerar apoios às vítimas das tempestades
O PCP deu entrada, esta terça-feira, de um projeto de resolução onde recomenda ao Governo a adoção de medidas excecionais para concluir a
apreciação das candidaturas aos apoios na sequência das tempestades do último inverno.
No projeto de resolução, o PCP sublinha que as “tempestades que atingiram o País no início do ano, em particular a região centro, deixaram um rastro de destruição muito significativo, quer nas habitações das famílias, quer nas empresas e explorações agrícolas, quer nas infraestruturas, equipamentos e
espaço público”.
“O Governo lançou um conjunto de medidas, insuficientes face à dimensão das consequências das tempestades, mas nem essas estão a chegar a quem foi afetado. Passados quase cinco meses, há cidadãos, e particularmente pequenos agricultores e empresários, a quem não chegou nenhum apoio”, referem os comunistas.
Segundo o partido “a ausência de resposta não se limita às opções do Governo. Os grupos económicos privados que dominam vários dos sectores estratégicos privilegiam, como é da sua natureza, os lucros dos seus acionistas em detrimento das necessidades das populações”.
“É o que acontece com a atuação por parte das companhias de seguros, cuja intervenção se tem vindo a arrastar e é marcada pelo não reconhecimento da totalidade dos prejuízos. Segundo a informação do início do mês de junho, dos 1300 milhões de prejuízos segurados foram pagos apenas 530 milhões de euros, cerca de 60% estavam ainda por pagar”, destaca o PCP.
Para os comunistas “situações excecionais exigem medidas excecionais. Os impactos provocados pelas tempestades exigiam e continuam a exigir outro nível de investimento público e outra capacidade de respostas pelos quais o PCP se tem batido”.
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