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Colômbia: presidente eleito anuncia desmantelamento da política de “paz total”

Colômbia: presidente eleito anuncia desmantelamento da política de “paz total”

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou este domingo que revogará os mecanismos da política de “paz total” do Governo cessante de Gustavo Petro e reativará os mandados de captura contra membros de grupos armados ilegais.
No segundo discurso dominical como presidente eleito, De la Espriella afirmou que o processo de paz impulsionado por Petro “foi de impunidade total” e assegurou que o seu Governo, que tomará posse no próximo dia 07 de agosto, irá desmantelar as medidas que, segundo ele, permitiram conceder benefícios a organizações armadas ilegais.
“Vou nomear uma equipa especial encarregada de desmantelar essa falsa paz. A primeira tarefa dessa equipa será revogar, já a partir de 07 de agosto, todos os privilégios que Petro concedeu aos narcoterroristas”, afirmou.
A política de “paz total” foi a principal aposta do Governo de Petro para negociar simultaneamente com guerrilhas, dissidentes das FARC e bandos criminosos, embora, durante a sua implementação, tenha enfrentado dificuldades devido à persistência da violência em várias regiões do país.
De la Espriella afirmou que assinará decretos para que a procuradora-geral da Colômbia, Luz Adriana Camargo, reative todas as ordens de detenção em vigor e para que as Forças Armadas e a Polícia as executem.
“Aos violentos, faço uma única proposta: a entrega à justiça com os benefícios previstos pela lei atual”, afirmou.
O futuro presidente acrescentou que deu instruções à equipa de transição para preparar as medidas com as quais, segundo afirmou, irá revogar “o emaranhado jurídico” através do qual o Governo cessante concedeu benefícios a grupos armados.
O presidente eleito revelou ainda que recebeu um pedido de entrega à justiça de José Palomino e Aldair Montalegre, que identificou como líderes da organização criminosa Los Pepes, que opera na cidade de Barranquilla e no departamento do Atlântico.
De la Espriella disse ainda que dará hoje instruções ao ministro da Defesa designado, cujo nome ainda não foi anunciado, para coordenar o procedimento correspondente e solicitará ao Ministério Público a designação de um procurador e de uma equipa da polícia judicial para levar por diante o processo.

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