Custos dos seguros de saúde para empresas sobem 6,3% em 2026
As empresas em Portugal deverão enfrentar um aumento médio de 6,3% no custo dos seguros de saúde em 2026, segundo as primeiras conclusões de um estudo da Coverflex divulgado esta segunda-feira. O estudo aponta para uma desaceleração face a 2025, mas sublinha que a subida continua acima da inflação geral e sem sinais de estabilização.
O valor representa uma desaceleração face a 2025, quando o aumento foi de 10,3%, mas continua acima da inflação geral, segundo o mesmo estudo.
A Coverflex refere que a pressão sobre os preços resulta sobretudo da inflação médica e da pressão dos grupos hospitalares privados, fatores que lideram o ranking do impacto sobre os custos, com uma pontuação ponderada de 4,55 numa escala de 1 a 5.
As novas tecnologias médicas surgem também entre os principais fatores de subida, com 4,15 pontos, seguidas das dificuldades de resposta do Serviço Nacional de Saúde, avaliadas com 4,05 pontos.
O estudo, na sua terceira edição, foi elaborado com base nas respostas ponderadas de seguradoras que representam 77,4% do mercado português de seguros de saúde empresariais.
A digitalização, a telemedicina e a inteligência artificial são apontadas como tendências unânimes do setor, citadas pela totalidade das seguradoras inquiridas, enquanto a prevenção e o bem-estar surgem como outras áreas centrais de adaptação.
Para a Coverflex, as empresas devem encarar os seguros de saúde como uma variável estratégica na gestão de custos de recursos humanos, com medidas como renegociação antecipada, revisão de coberturas, partilha de custos, investimento em prevenção e adoção de benefícios flexíveis.
O estudo acrescenta que a maioria do mercado representado antecipa, para os próximos dois a três anos, aumentos moderados entre 5% e 10% ao ano, sem sinais de inversão da tendência.
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