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Air Europa sobe lucros em 27% e fecha 2025 com recorde de 111 milhões

Air Europa sobe lucros em 27% e fecha 2025 com recorde de 111 milhões

A companhia aérea Air Europa encerrou 2025 com resultados recorde, ao aumentar o lucro líquido em 27%, para 111 milhões de euros, e as receitas em 7,3%, para 3.146 milhões de euros.
Segundo referiu o presidente executivo (CEO), Richard Clark, numa conferência de imprensa, em Maiorca (ilha balear de Espanha), o resultado bruto de exploração situou-se nos 235 milhões, um aumento de 14,5%, sendo que as perspetivas para o presente exercício são otimistas, depois de as receitas terem registado um aumento de 9,2% apenas no primeiro terço do ano, com 887 milhões.
Apesar de o aumento do preço dos combustíveis – dos quais 90% estão garantidos a um preço fixo este ano -, Clark espera que seja possível cumprir as previsões para 2026 de melhorar em 28% o lucro líquido e em 5% as receitas, atingindo os 3.300 milhões.
Para tal, reforçou o controlo de custos e implementou medidas como ajustes na programação em situações como as ocorridas em Cuba, na Venezuela ou no Médio Oriente.
A evolução da procura e a chegada de novos aviões à frota, que conta atualmente com 60 unidades (29 de longo curso e 31 de curta e média distância), permitiram ainda ampliar a oferta e abrir novas rotas – num total de oito.
O dirigente recordou que a incorporação, nos próximos anos, de até 40 aviões A350-900 e o cumprimento do calendário de chegada dos novos Boeing 737 MAX (encomenda de 20 unidades) estão a contribuir para garantir o crescimento a longo prazo.
A companhia poderá ter uma frota de cerca de 80 aviões em 2035 (40 de longo curso e outros 40 de curto e médio curso), embora isso dependa da evolução do mercado e da capacidade do aeroporto de Madrid-Barajas, tendo em conta as ampliações previstas.
Em 2025, a companhia colocou à venda mais de 14,8 milhões de lugares, um aumento de 1,5%, e transportou mais de 12,5 milhões de passageiros, um aumento de 2,6%, com uma ocupação média de 84,8%, um ponto percentual acima.
Nos primeiros quatro meses de 2026, com uma oferta de cerca de 4,7 milhões de lugares, o número de passageiros ultrapassou os 3,8 milhões.
O CEO sublinhou ainda que a companhia aérea continuará “com a sua filosofia de empresa familiar”, uma vez que a família Hidalgo continua a ser a proprietária, com dois grupos aéreos no capital: a Turkish (26,5%) e a IAG (20%).

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