CriteriaCaixa muda marca da gestora de capital de risco e quer investir 300 milhões até 2030
A CriteriaCaixa, holding que gere os ativos empresariais da Fundação Bancária “la Caixa”, anunciou esta segunda-feira a mudança de marca da sua gestora de capital de risco, que passa de Caixa Capital Risc para Criteria Capital Risc, no âmbito do plano estratégico até 2030, que prevê investimentos de 300 milhões de euros em startups de base científica e tecnológica.
O montante será aplicado através de dois fundos especializados, o Criteria Bio Ventures e o Criteria Venture Tech, com foco em empresas em fases iniciais de desenvolvimento, sobretudo em Espanha e Portugal, embora a estratégia contemple também investimentos seletivos no resto da Europa e na América do Norte.
Segundo a CriteriaCaixa, cerca de 70% do valor da atual carteira está investido em empresas espanholas, refletindo o compromisso do grupo com o ecossistema empresarial e de inovação do país.
A alteração da designação da gestora não implica mudanças na estrutura da empresa nem na composição do portefólio. Criada em 2002 no seio da “la Caixa” e integrada na CriteriaCaixa desde 2013, a gestora passa agora a operar sob a marca Criteria Capital Risc, reforçando a sua posição como braço de capital de risco da holding.
A estratégia de investimento será desenvolvida através de dois veículos especializados. O Criteria Bio Ventures concentra-se em empresas de biotecnologia e saúde que desenvolvam novas terapias para responder a necessidades médicas ainda sem tratamento eficaz, enquanto o Criteria Venture Tech aposta em startups tecnológicas, com especial enfoque em áreas como inteligência artificial, cibersegurança, infraestruturas de software e dados e tecnologias “deeptech”.
Entre as empresas atualmente participadas pelo fundo de biotecnologia encontram-se a Minoryx Therapeutics, dedicada a terapias para doenças raras, a Adaptam Therapeutics, na área da imuno-oncologia, a Aboleris Pharma, a NRG Therapeutics, a Tolerance Bio e a Cytospire.
Na área tecnológica, o portefólio inclui empresas como a Ipronics, que desenvolve chips fotónicos programáveis para inteligência artificial, a Immfly, especializada em plataformas digitais para entretenimento a bordo, a KD, dedicada a chips para conectividade ótica avançada, e a Barbara, que desenvolve software industrial para Internet das Coisas (IoT).
A CriteriaCaixa explicou que a Criteria Capital Risc integra o portefólio de investimentos alternativos da holding, juntamente com a recém-criada Criteria PE Management, dedicada a investimentos em empresas não cotadas através de fundos de terceiros, e a InmoCaixa, responsável pelos ativos imobiliários.
De acordo com o plano estratégico para 2030, o conjunto destes investimentos alternativos terá um limite de 10% do valor bruto dos ativos da CriteriaCaixa.
A CriteriaCaixa gere exclusivamente os ativos da Fundação Bancária “la Caixa” e terminou 2025 com ativos brutos avaliados em 45 mil milhões de euros. O portefólio inclui a participação de controlo na CaixaBank, participações relevantes em empresas cotadas como Naturgy, Telefónica, ACS e Veolia, além dos investimentos alternativos e da carteira de liquidez.
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