Fusão da Galp com espanhóis concluída no segundo semestre
A fusão de parte do negócio da Galp com os espanhóis da Moeve só fica concluída no segundo semestre, anunciou hoje a companhia.
“As discussões com os acionistas da Moeve continua, a progredir construtivamente, com todas as partes comprometidas em avançar com uma transação que vai criar significante valor estratégico e financeiro”, disse a companhia esta segunda-feira.
Assim, está previsto que um “acordo potencial” deverá ser assinado na segunda metade deste ano.
“O foco da Galp permanece em assegurar que qualquer transação criar valor de longo-prazo para todas as partes interessadas e providenciar um apropriado quadro financeiro, operacional e de governança para o negócio”, pode-se ler.
A companhia anunciou hoje que a margem de refinação disparou 175% no segundo trimestre face a período homólogo, refletindo a valorização registada nos mercados internacionais durante a guerra EUA/Israel-Irão. Face ao trimestre anterior subiu 14%.
A margem de refinação é a diferença entre os custos de refinação e os preços de venda grossista no mercado.
Durante este período, os preços do petróleo dispararam mais de 50% face a 2025 com o barril de Brent a atingir quase 104 dólares, com a subida trimestral a ser quase de 30%.
A produção da Galp subiu 12% para 127 mil barris diários.
A quantidade de matéria-prima processada subiu 7% para 21,1 milhões de barris. Já o fornecimento de produtos petrolíferos caiu 5% para 3,9 milhões de toneladas.
As vendas de produtos petrolíferos no retalho caiu 5% para 1,8 milhões de toneladas. Já as vendas de gás e de eletricidade subiram 11% e 21%, respetivamente.
Nas energias renováveis, a capacidade instalada disparou 40% par 2,3 gigawatts, com a venda de eletricidade renovável vendida a subir 12%.
A companhia divulga os resultados trimestrais financeiros a 27 de julho.
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