Ministério da Educação adota medida para garantir que cada exame em papel corresponde ao ficheiro digitalizado
Depois de o ministro Fernando Alexandre ter tranquilizado a comunidade educativa, esta manhã, à entrada, para uma reunião com o Conselho das Escolas – “neste momento, 92% dos exames estão corrigidos e a cadência está a ser muito elevada”, – o Ministério da Ciência e Educação (MECI), garante a total integridade do processo de classificação dos exames.
“Esta segunda-feira iniciou-se, simultaneamente, um processo de controlo de qualidade para consolidação do processo e validação de que cada exame realizado em papel tem correspondência exata ao seu ficheiro digitalizado, cujo PDF será disponibilizado aos alunos”, afirma o MECI em comunicado enviado às redações, esta segunda-feira, 13.
Segundo o documento, desde a semana passada está a decorrer “um processo normal de verificação de qualidade e validação do sistema de classificação eletrónica” das Provas Finais do Ensino Básico (Matemática) e dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário, de modo a garantir que “os itens entregues aos professores para classificação estão completos e correspondem às respostas dadas pelos alunos nos exames em papel”.
O MECI considera este procedimento “necessário”, dado terem sido identificadas “folhas de resposta mal digitalizadas (por exemplo, a folha tinha dobras)”, “folhas de enunciado ou de continuação de item que não foram digitalizadas” ou até de “provas que não foram inicialmente entregues às forças de segurança para o transporte para a Imprensa Nacional – Casa da Moeda (INCM), tendo sido remetidas posteriormente”.
Todas estas situações, afirma o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, obrigam a um “rigoroso processo de verificação das provas e dos exames guardados na INCM” e, “caso sejam necessários, a contactos com as escolas”.
A tutela admite que este controlo de qualidade levou a que em alguns casos os professores classificadores tivessem de repetir a correção já efetuada, mas garante que apesar do transtorno que este procedimento tem causado aos professores, o mesmo demonstra “a importância do processo de validação em curso, para garantir a correção de todas as falhas identificadas e, assim, o rigor da avaliação externa”.
O MECI lembra ainda que “todas as provas depositadas e guardadas na INCM estão anonimizadas, não podendo, por isso, ser quebrado o anonimato, o que só poderá ser feito nas escolas”.
No mesmo local, acrescenta, não decorre qualquer processo de classificação, pelo que a credibilidade do processo não poderia ser afetada por estas atividades de verificação.
No documento dá-se ainda conta de que tanto o ministro Fernando Alexandre, como o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, bem como elementos dos seus gabinetes acompanham no terreno a monitorização dos processos de verificação na INCM.
Este ano, os exames continuam a ser feitos em papel, como sempre foram, mas a sua correção pela primeira vez será feita digitalmente na Plataforma de Classificação e Supervisão. O processo implica que sejam digitalizadas e só depois distribuídas pelos professores para serem avaliados.
Problemas informáticos atrasaram o processo que devia ter arrancado totalmente no dia 23 de junho e terminado com a publicação das notas no dia 14 de julho, um prazo que a tutela se viu obrigada a adiar para 17 de julho.
O processo tem sido denunciado por sindicatos, movimentos de professores e deputados dos partidos da oposição, como de “caos generalizado”, com atrasos, falhas na atribuição de classificadores e professores convocados para corrigir provas de disciplinas que não lecionam. Até correu uma petição visando a anulação dos exames.
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