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Trabalhadores da Hyundai na Coreia do Sul iniciam greve nacional de três dias

Trabalhadores da Hyundai na Coreia do Sul iniciam greve nacional de três dias

Os trabalhadores da Hyundai Motors iniciaram hoje uma greve nacional parcial de três dias, após o fracasso das negociações salariais com a administração da maior fabricante automóvel da Coreia do Sul.
Segundo o principal sindicato da empresa, cerca de 40.000 trabalhadores participam no movimento, interrompendo a produção quatro horas por dia até quarta‑feira.
Os grevistas exigem aumentos salariais, uma maior bonificação de desempenho e o adiamento da idade de reforma.
As negociações, em curso desde maio, voltaram a falhar a 08 de julho. A direção tinha proposto um aumento de 89.000 wons (52 euros) no salário base mensal, uma bonificação de 350% do salário base mais 10 milhões de wons (5.800 euros) e 15 ações da empresa por trabalhador.
O sindicato rejeitou a oferta, exigindo um aumento superior, um bónus de 800% do salário mensal, participação nos lucros, o adiamento da reforma e a reintegração de funcionários despedidos.
“Vamos parar as linhas de produção quatro horas por dia – duas horas por cada turno – de segunda a quarta‑feira”, disse um dirigente sindical à agência France-Presse (AFP).
De acordo com o jornal Maeil Business, a paralisação poderá custar 200 mil milhões de wons (116 milhões de euros) à empresa.
O vice‑presidente executivo da Hyundai, Choi Yeong‑il, lamentou a greve, afirmando que ocorre “num momento em que deveríamos procurar recuperar resultados com o lançamento de novos modelos no segundo semestre”, segundo a agência Yonhap.
O movimento acontece num contexto de crescente preocupação com o futuro do emprego no setor, face aos avanços da robótica e inteligência artificial. A Hyundai prevê introduzir robots humanoides nas suas fábricas nos EUA a partir de 2028.
O sindicato principal deverá decidir na quarta‑feira se prolonga a greve.

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