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Velhice e doença absorvem mais de 75% das prestações sociais

Velhice e doença absorvem mais de 75% das prestações sociais

A velhice e a doença absorveram mais de 75% do total das prestações sociais concedidas em 2024, de acordo com os dado divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). No caso da velhice, estas prestações tiveram um peso de 47,8% e a doença atingiu os 28%.
“Em 2024, as receitas do total de regimes de proteção social (não consolidadas de transferências entre regimes) foram de 79 514 milhões de euros, sendo as contribuições das administrações públicas a principal fonte de receita, com 42,5% do total, seguindo-se as contribuições sociais dos empregadores (30,9%). As contribuições sociais das pessoas protegidas contribuíram com 16,6% para as receitas totais dos regimes de proteção social”, referiu o instituto de estatísticas.
As despesas do total de regimes de proteção social (não consolidadas de transferências entre regimes) atingiram os  72 236 milhões de euros, com um contributo de 92,9% das prestações sociais para o total. “Na cobertura por riscos, as funções de proteção da velhice e da doença absorveram mais de 75% do total de prestações concedidas, com 47,8% e 28,0%, respetivamente”, referem os dados do INE.
“As despesas com pensões atingiram, em 2024, 37 677 milhões de euros, o que representa 56,1% do total do valor das prestações sociais concedidas pelos regimes de proteção social e reflete uma evolução do valor nominal menos acentuada do que a observada para as prestações sociais em geral. As pensões de velhice mantêm-se a categoria mais expressiva, representando 78,5% do valor total das pensões”, diz o instituto português de estatística.
Em 2024, estavam contabilizados 2 942 mil beneficiários de pensões, menos 2,4% em relação ao número registado 10 anos antes, em “resultado da diminuição” do universo de beneficiários por invalidez. “O número de beneficiários de sobrevivência manteve-se relativamente estável e o número de beneficiários por velhice aumentou 3,7%”, referem os dados.
“Da comparação, para 2023, com a União Europeia, ressalta o maior contributo das pensões para as despesas com a proteção social em Portugal (sem consideração das transferências entre regimes): 53,6% contra 44,2% na União Europeia. Em termos de contributo para o total, as despesas em Portugal ficam aquém das verificadas na União Europeia sobretudo nas prestações associadas à habitação, ao desemprego e à família”, diz o INE.

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