Espanha pode ganhar 55 milhões de euros com o campeonato do Mundo
Este domingo, 19, chega ao fim o Mundial de Futebol nos Estados Unidos, com o confronto entre a seleção da Argentina e de Espanha. Quem ganhar esta competição vai receber um prémio de 50 milhões de dólares (43,71 milhões de euros, ao câmbio atual).
Segundo o jornal ‘El Economista’, caso a seleção espanhola ganhe, pode encaixar 62 milhões de dólares (cerca de 55 milhões de euros) da FIFA. Este valor engloba os 50 milhões de prémio por vencer o torneiro, 10 milhões pela sua participação e cerca de 2,5 milhões pelos preparativos pré-torneiro.
Mas como é que é feita a divisão do dinheiro na seleção espanhola?
Este valor seria entregue à Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) que decidirá como e onde é que este seria alocado. Enquanto a grande maioria das seleções tem uma percentagem definida para alocar aos jogadores (entre 20% a 30%), a RFEF acordou com os jogadores um bónus fixo por pessoa. Assim cada um dos 26 jogadores receberia 754.701,92 euros, caso conquistassem o título.
Esta divisão representa um gasto de 19,6 milhões de euros para todos os jogadores e comissão técnica, enquanto a RFEF ficava com cerca de 35 milhões de euros.
Uma vez que a federação atua como uma organização sem fins lucrativos, este valor tem de ser aplicado na melhoria do futebol no país, ou seja, na modernização de instalações, criação de centros de alto rendimento, aumento de bolsas desportivas e apoio a cubes e jogadores em ascensão.
Contudo, o benefício de ganhar a competição não vai apenas para os jogadores e a federação, mas também para as autoridades fiscais espanholas. Apesar da RFEF beneficiar de um imposto muito baixo, os jogadores não.
Sendo assim, dos 26 jogadores convocados, 17 jogam na liga espanhola, e por isso têm de obrigação fiscal no país. Ou seja, cerca de 12,8 milhões de euros estão sujeitos à tributação espanhola. Contudo, os jogadores não teriam todos a mesma tributação, uma vez que o Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) varia consoante a comunidade autónoma fiscal onde o jogador reside.
Os cálculos da Gestha, técnicos do ministério das Finanças, apontam que seriam arrecadados cerca de seis milhões de euros, a partir do bónus dos jogadores.
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