Gulbenkian Aprender duplica número de crianças e jovens vulneráveis a atingir
Arranca em setembro a segunda fase do projeto Gulbenkian Aprender destinado a jovens vulneráveis com potencial no Tâmega e Sousa, uma parceria entre a Fundação, o British Council e o IET (Instituto Empresarial do Tâmega).
A primeira fase da parceria está concluída com 150 alunos envolvidos, sendo objetivo duplicar o número de participantes já e setembro e subir a meta para 450 jovens, no ano letivo de 2027/2028.
“Esta expansão reflete a confiança dos parceiros no impacto alcançado até ao momento e permitirá levar esta oportunidade a um número ainda maior de jovens e famílias”, destaca a Gulbenkian em comunicado enviado à nossa redação.
A primeira fase do projeto, integrado na iniciativa Gulbenkian Aprender, teve a duração de três meses e envolveu 150 alunos de contextos socioeconómicos vulneráveis de 38 agrupamentos escolares de 11 municípios da região do Tâmega e Sousa.
A iniciativa, iniciada em fevereiro deste ano, pretende reforçar as oportunidades educativas e as perspetivas académicas e profissionais destes jovens, através, entre outros, da aprendizagem da língua inglesa, de matemática e de clubes de leitura e escrita, contribuindo para o desenvolvimento de competências essenciais.
Os alunos participaram em aulas de inglês ministradas online por professores do British Council, permitindo ultrapassar as limitações decorrentes da dispersão geográfica.
Além da componente linguística, a iniciativa procura reforçar a confiança, a autonomia e a capacidade de comunicação dos alunos, competências cada vez mais valorizadas em contextos académicos e profissionais.
A primeira fase foi encerrada com um bootcamp promovido pelo programa Gulbenkian Aprender, em Lisboa e contou com workshops educativos dirigidos a alunos do 5º e 7º anos de escolaridade ministrados pelo British Council.
“A Fundação Gulbenkian quer criar as oportunidades para que as crianças e os jovens possam fazer escolhas educativas e profissionais independentes da sua condição socioeconómica, para que possam explorar todo o seu potencial de aprendizagem e cada um se torne num modelo positivo de mudança na sua comunidade”, afirma Pedro Cunha, gestor da iniciativa Gulbenkian Aprender, da Fundação.
Em 2023, as escolas portuguesas contavam mais de 400 mil crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.
“A aprendizagem da língua inglesa é uma ferramenta que pode abrir portas a novas oportunidades educativas, profissionais e pessoais. Através desta parceria, estamos a ajudar os mais jovens a desenvolver competências relevantes para o seu percurso e a sentirem-se mais preparados para aproveitar as oportunidades que surgirem no futuro”, explica Richard Fleming, diretor do British Council em Portugal.
“Esta parceria representa muito mais do que o reforço das aprendizagens – é um investimento na confiança, na ambição e nas oportunidades futuras destes alunos”, salienta Gonçalo Aires, coordenador do IET.
Um inquérito realizado nas turmas conclui que 86% dos jovens gostam do curso, que consideram que o nível é adequado e que estão a aprender.
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