De Miranda do Douro a Campo Maior: Interior ganha força entre os municípios mais procurados para arrendar casa
Em 31 dos 50 municípios mais procurados para arrendar casa em Portugal é possível encontrar rendas medianas abaixo dos mil euros mensais, de acordo com dados relativos ao segundo trimestre revelados pelo porta Idealista.
Refere este estudo que os dados apurados “reflete uma tendência gradual no mercado de arrendamento português: o interior do país passou a ter uma presença significativa entre os municípios com maior pressão de procura a nível nacional, com concelhos do Alentejo, Trás-os-Montes e Beiras a registar volumes de pesquisa suficientes para figurarem entre os 50 mais procurados do país”.
Com alguma naturalidade, os municípios periféricos à capital voltaram a dominar os primeiros lugares do ranking dos 50 municípios mais procurados para arrendar casa em Portugal.
A liderar está agora a Amadora, no primeiro lugar do ranking e Vila Franca de Xira a fechar o pódio. Lisboa não figura neste ranking, reflexo do impacto dos preços na atratividade relativa da capital.
“O efeito de contágio das rendas da capital para os arredores é bem visível: entre os municípios do distrito de Lisboa presentes no top 50, apenas Alenquer (983 euros/mês, 9.º lugar) e Azambuja (938 euros/mês, 14.º lugar) ficam abaixo dos 1.000 euros mensais. Os restantes ultrapassaram essa fasquia com Sintra (1.651 euros/mês), Arruda dos Vinhos (1.466 euros/mês) e Odivelas (1.397 euros/mês) a apresentar os valores mais elevados”, destaca o estudo.
O idealista realça que o interior está a ganhar expressão neste campeonato. Este é o dado mais relevante da conclusão desta análise. Concelhos como Pinhel (Guarda, 650 euros/mês, 10.º lugar), Moura (Beja, 600 euros/mês, 15.º lugar), Campo Maior (Portalegre, 454 euros/mês, 20.º lugar) e Mirandela (Bragança, 558 euros/mês, 21.º lugar) figuram na primeira metade do ranking com rendas mais acessíveis.
Miranda do Douro (Bragança) é o município com as rendas mais baixas de todo o ranking: 425 euros mensais, colocando-se no 34.º lugar do ranking. Logo acima surgem Campo Maior (454 euros/mês) e Aguiar da Beira (Guarda, 500 euros/mês). Este conjunto de concelhos do interior transmontano, alentejano e beirão sugere que a procura de arrendamento se está, de forma gradual, a alargar para além das regiões metropolitanas.
No Algarve, as rendas elevadas de Faro (1.519 euros/mês, 47.º lugar) e Silves (1.313 euros/mês, 49.º lugar) empurram estes municípios para a segunda metade do ranking. Monchique é a exceção: único município algarvio com rendas abaixo de 1.000 euros mensais (970 euros/mês, 38.º lugar).
Sintra lidera os valores mais elevados com 1.651 euros mensais, ocupando o 7.º lugar do ranking, o que demonstra que a procura se mantém intensa mesmo com preços elevados. Seguem-se Almada (1.589 euros/mês, 18.º lugar), Faro (1.519 euros/mês, 47.º lugar), Seixal (1.500 euros/mês, 24.º lugar) e Montijo (1.475 euros/mês, 26.º lugar).
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